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Deu em A Gazeta 18.09.2019 | 07h26

Nível do rio Cuiabá é o menor em 19 anos

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Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

Rio Cuiabá atinge o menor nível dos últimos 19 anos. Medição realizada pela Agência Nacional de Águas (ANA) aponta que são apenas 19 centímetros de água, quando o mínimo esperado para o tempo de seca é de 50 centímetros. O índice hidrológico é 83% menor que o registrado no dia 11 de maio deste ano, último dia em que choveu na capital mato-grossense e a régua apontava para 1,12 metro.

 

Defesa Civil do Estado afirma que o cenário é classificado como deficit hídrico, que é quando está abaixo da normalidade para o período. Mas alerta que pode passar para crítico caso não chova nos próximos 30 dias.

 

Para se ter uma ideia, nível máximo registrado no rio Cuiabá este ano foi de 4,01 metros, em fevereiro, o que representa uma diferença de 95,3% se comparado à última medição. Os dados constam nos relatórios de monitoramento elaborados diariamente pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema).

 

Situação pior que a atual foi registrada em maio de 2000, quando foram medidos apenas 2 centímetros. Isso porque as comportas da Usina Hidrelétrica do Rio Manso haviam sido fechadas para a formação de um reservatório de 387 quilômetros quadrados e que até os dias de hoje ajuda manter o fluxo de água no rio Cuiabá.

 

Após esse episódio, níveis mais baixos foram notificados em 2010, com 37 centímetros, e em 2012, com 32 centímetros.

De acordo com o gerente de prevenção e mitigação da Defesa Civil do Estado, sargento do Corpo de Bombeiros José Bruno de Souza Filho, em época de seca o nível considerado normal para o rio Cuiabá varia de 50 a 70 centímetros. Ele salienta que se não houvesse a manutenção ofertada pela usina de Manso, provavelmente os cuiabanos estariam enfrentando o maior racionamento de água dos últimos anos. “Conseguimos segurar o abastecimento médio por um período de 20 a 30 dias, passando disso a situação ficará crítica. Dificilmente as comportas de Manso serão abertas para disponibilizar além do que já fornece, pois é preciso também um nível mínimo represado para a manutenção elétrica”.

 

A expectativa é de que nos próximos 10 dias chova. “Há uma chance relativamente considerável de chuva até o final deste mês. Se houver chuva, sabemos que não será a solução imediata para a situação, porém, se chover na cabeceira do rio Cuiabá já ameniza esse deficit”, explica o sargento.

 

Ele diz que outras cidades enfrentam problemas advindos do baixo nível dos rios. A exemplo das que são abastecidas pela Bacia do Rio Araguaia. “Estivemos lá e o cenário era preocupante mas, pelo acompanhamento feito, notamos um bom restabelecimento do nível nos últimos 3 dias”.

 

Empresas responsáveis pelo abastecimento de água em Cuiabá e Várzea Grande já solicitaram à Furnas um estudo sobre a possibilidade de abertura das comportas.

 

Confira reportagem completa na edição do Jornal A Gazeta

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