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Deu em A Gazeta 23.10.2019 | 07h58

Pais venezuelanos voltam a ser abordados por levarem crianças às ruas

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Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

Conselheiros tutelares, representantes do Ministério Público Estadual (MPE) e da Secretaria Municipal de Assistência Social e Desenvolvimento Humano (Smasdh) voltam às ruas da Capital, após um mês, para reforçar a orientação aos pais venezuelanos que, na companhia dos filhos, pedem dinheiro e emprego nos semáforos. A medida faz parte da ação emergencial promovida pela Promotoria da Infância e Juventude de Cuiabá, que teve início em setembro deste ano.

 

Na primeira abordagem 17 famílias venezuelanas foram atendidas, resultando no encaminhamento de 7 crianças para unidades educacionais. De acordo com o Ministério Público Estadual, o projeto continua em andamento já que muitas famílias estrangeiras insistem em manter as crianças nas ruas e outras chegam a todo momento.

 

Promotora de Justiça, Valnice Silva dos Santos diz que a preocupação com a exposição das crianças estrangeiras motivou o MPE a convocar agentes da rede de proteção para organizar uma ação rápida, que tivesse como objetivo de fato proteger os menores. “Independente de serem venezuelanas ou não, elas são crianças e estão no nosso país, na nossa cidade. E assim como as nascidas aqui, merecem cuidado”.

 

Valnice Santos frisa que, estando nas ruas, os menores estrangeiros correm diversos tipos de riscos, como aquisição de doenças em decorrência das altas temperaturas e clima seco, alimentação indevida, e até mesmo atropelamento e rapto. “Não sabemos a índole das pessoas que passam por estes imigrantes. São pessoas de todo o tipo, o que reforça a necessidade de darmos assistência adequada a essas crianças e adolescentes”.

 

Segundo a promotora, a primeira ação emergencial desenvolvida durante 4 dias, no mês de setembro, teve bons resultados. Uma reunião foi realizada posteriormente, com a Smasdh, conselheiros tutelares e representante da Pastoral para Migrantes. Ao todo, 7 crianças foram encaminhadas para Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) ou escolas, sendo 5 crianças acompanhadas pelo 3º Conselho Tutelar (CPA) e outras duas pelo 6º Conselho Tutelar (Planalto). Três delas estão cursando o primeiro ano, uma está no terceiro, uma no quarto e outras duas no quinto ano.

 

Ainda conforme a promotora, o Município informou que, recentemente, 17 crianças acolhidas no Centro de Pastoral para Migrantes de Cuiabá também foram matriculadas em escolas municipais. “Ainda há 3 crianças estrangeiras que aguardam vagas. Isso porque, são menores de 2 anos de idade e precisam de berçário, área com deficit de vagas”.

 

Santos explica que há famílias que mesmo após orientação insistem em voltar para semáforos para pedir dinheiro e serviço acompanhadas de crianças e há também aquelas que chegam a todo tempo. “Por isso, vamos dar continuidade nos acompanhamentos. A Smasdh ficou responsável por elaborar o ‘Quero te conhecer migrante’, uma extensão de um projeto que a pasta já desenvolve com pessoas em situação de rua, que será voltado para o público estrangeiro”.

 

Valnice acrescenta que um mutirão no Centro Pastoral do Migrante também está sendo organizado para atender este público em diversas áreas, incluindo a educação, fator muito importante devido ao número de crianças oriundas de outros países expostas nas principais vias da Capital.

 

Confira a reportagem completa na edição do Jornal A Gazeta

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