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Judiciário - A | + A

questões canceladas 26.02.2026 | 14h32

Justiça nega recurso e mantém concurso para o cargo de professor no interior

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Otmar de Oliveira

Otmar de Oliveira

Decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desta quinta-feira (26), manteve, por unanimidade, o andamento do Concurso Público nº 001/2024 da Prefeitura de Feliz Natal (536 km ao norte), destinado ao cargo de professor de licenciatura Plena em Pedagogia. O Tribunal negou recurso da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso, que pedia anulação das provas objetiva e de redação após a banca examinadora cancelar diversas questões da prova por falhas técnicas.

 

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O argumento da Defensoria dizia que a anulação de um grande número de questões específicas teria alterado de forma significativa o modelo de avaliação, comprometendo a igualdade entre os candidatos e a moralidade administrativa. Segundo o recurso, a medida teria esvaziado a aferição de conhecimento técnico, transformando o concurso, na prática, em uma seleção baseada principalmente em títulos.

 

Contudo, o pedido foi negado em decisão individual da relatora, desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos. Inconformada, a Defensoria apresentou agravo interno para que o tema fosse analisado pelo colegiado.

 

Ao julgar o recurso, o colegiado entendeu que a anulação das questões ocorreu após a identificação de erros na formulação das perguntas, inconsistências técnicas e problemas de impressão. O próprio edital previa a possibilidade de cancelamento de itens com vícios.

 

Segundo a relatora, a elaboração, correção e eventual anulação de questões fazem parte da autonomia administrativa da banca examinadora. O Poder Judiciário pode atuar apenas para verificar eventual ilegalidade, fraude ou abuso de poder, o que não foi comprovado no caso.

 

A decisão também destacou entendimento do Supremo Tribunal Federal de que o Judiciário não pode substituir a banca examinadora para reavaliar critérios de correção ou conteúdo das provas, salvo em situações excepcionais de ilegalidade manifesta.

 

Para o Tribunal, não houve demonstração de que o cancelamento das questões tenha comprometido a lisura do concurso ou causado prejuízo irreparável aos candidatos. O certame manteve prova de redação e as demais questões válidas como critérios de avaliação.

 

Além disso, os desembargadores ressaltaram que a suspensão de concurso público é medida excepcional, pois pode gerar prejuízos à Administração e aos próprios candidatos, afetando a prestação de serviços públicos.

 

Com esse entendimento, o recurso foi desprovido, mantendo-se válida a decisão que autorizou o seu prosseguimento.

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