CRIME AMBIENTAL 15.02.2021 | 17h15

vitoria@gazetadigital.com.br
PJC
A Comissão dos Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB-MT), que acompanha a investigação do descarte irregular de 18 animais em um córrego do bairro Jardim Imperial, aponta que há a possibilidade de contaminação do lençol freático, além do pagamento do serviço incorreto.
De acordo com a presidente da Comissão, a procuradora Gláucia Amaral, que também acompanha a investigação, a Polícia Civil apura se o lençol freático foi contaminado por conta do descarte irregular. Em maio, foram encontrados 18 cachorros dentro de sacos de lixo, em uma região de chácaras.
Dentre eles havia, inclusive, uma placenta com filhotes mortos. Os animais estavam congelados, com acesso para introdução endovenosa de medicamentos nas patas, o que indica que os cães teriam sido descartados por uma clínica veterinária. A Clínica Veterinária do Povo, também na região do Jardim Imperial, é apontada como principal suspeita.
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“Estamos vendo se houve pagamento por parte dos clientes e ainda assim, os animais foram descartados dessa forma. É um serviço que você geralmente paga e a empresa, assim como várias em Cuiabá, se responsabiliza pelo corpo e descarte, como ter um forno para isso. Mas na realidade, foi feito um ‘enterro’”, explica a procuradora.
Ainda de acordo com Glaucia, o caso demonstra a necessidade da construção de um cemitério para animais em Cuiabá, uma vez que o descarte incorreto dos animais domésticos pode prejudicar o meio ambiente.
“A polícia está investigando essa possibilidade [contaminação do lençol freático]. Isso mostra como precisa ter uma solução em relação aos cemitérios de animais, principalmente em Cuiabá, fiscalizar e estar atento ao comportamento da empresa que a gente contrata para cuidar dos animais”, aponta.
O caso
Um homem teria visto vários sacos jogados em um córrego que corta a região do Coxipó e acionou a polícia, no dia 14 de maio de 2020. Agentes da Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) estiveram no local e confirmaram o abandono de cães já mortos em sacos plásticos.
3 funcionários da empresa de coleta e gerenciamento resíduos WM Soluções envolvidos no descarte irregular de cachorros mortos foram demitidos nesta segunda-feira (18). Um deles admitiu que recolheu animais na Clínica do Povo e os jogou próximo a um córrego no Jardim Imperial. O colaborador informou à Polícia Civil que agiu sozinho e que cometeu o crime ambiental em troca de remédios para seus bichos de estimação.
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