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03.10.2016 | 09h49

Policlínica do Verdão fechará após inauguração da UPA Oeste

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A Prefeitura de Cuiabá admite que a Policlínica Dr. José Faria de Vinagre (Policlínica do Verdão) terá o mesmo destino que a do Pascoal Ramos, ou seja, após a inauguração da Unidade de Pronto Atendimento Oeste (UPA Verdão), prevista para o próximo mês, será fechada. A prefeitura justifica que o serviço será realocado para a nova unidade e o prédio será usado para outros serviços, ainda a serem estudados pela gestão da saúde.

A Gazeta

Apesar da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) negar fechamento de unidades de saúde na Capital, o presidente da Federação Matogrossense de Associações de Moradores de Bairros (Femab), Walter Arruda, denuncia que tanto a UPA Norte (CPA) quanto a UPA Sul (Pascoal Ramos) não estão atendendo que vai em busca de socorro ou tratamento de doenças.

“É inadmissível o que estão fazendo com a população pobre de Cuiabá. Entregar uma unidade de saúde e tirar outra é o mesmo que dar com uma mão e tomar com a outra”, critica. “A prefeitura não pode negar que está fechando unidades de saúde. É só ir até a policlínica do CPA ou do Pascoal Ramos e constatar que eles encaminham para as UPAs e para piorar nem todos casos são atendidos nas UPAs”, denuncia o líder comunitário.

“Nossos gestores precisam aprender a administrar em sintonia com as comunidades. Tem gente morrendo em busca de serviços da saúde”. A comunidade elogia o trabalho feito pelos servidores da saúde que atuam na Policlínica do Verdão, entretanto criticam a falta de manutenção do prédio.

Uma senhora, que pediu para não divulgar o nome para não se expor, reclamou que na recepção da policlínica só há uma passagem, sem porta, que dá acesso a três sanitários: feminino, masculino e outro para Pessoas com Deficiência (PCD). Os ambientes são separados apenas por uma divisória, que deixa um espaço na parte inferior e outro na superior. Pessoas com estatura mais alta conseguem ver o que está acontecendo no banheiro do lado.

Segundo ela, para piorar a situação, além das mulheres e homens terem que dividir o mesmo espaço, a porta de uma das divisórias está quebrada, zerando qualquer esperança de privacidade. “Sofro de uma diarreia crônica, a todo momento preciso usar o banheiro, quando me deparei com a situação fiquei muito revoltada”, queixa-se. “Como a espera para ser atendida é longa não pude esperar. Tive que ir embora sem receber atendimento médico”.

“Para mim é uma falta de respeito com o cidadão que está no seu momento mais frágil, quando busca por saúde. Essa falta de atenção com a policlínica é uma estratégia para fechar a unidade”, avalia. “Quando reclamamos das condições do espaço queremos que o poder público melhore e não feche a unidade. Temos que ampliar e melhorar o atendimento do usuário. Precisamos de qualidade do serviço e não fechar as policlínicas”, completa Arruda.

A coordenadora da Policlínica do Verdão, Deluce Karina, concorda que a unidade precisa de reparos, não apenas nos banheiros como também nas salas de pronto atendimento, na recepção e até mesmo na iluminação do espaço. Entretanto, afirma não possui recursos próprios para essas pequenas reformas.

Na opinião dela, o período eleitoral e a aproximação da data de inauguração da UPA Oeste interferem na tomada de decisão de investimento na policlínica. “Não é novidade que o país atravessa uma crise financeira, aqui não é diferente”, cita. Sobre a reclamação da usuária, a coordenadora lembra que o banheiro da unidade já foi construído desta forma. “A porta principal foi retirada para facilitar o acesso dos cadeirantes”, justifica. “Mas lá dentro cada sanitário tem sua porta. Uma deles está com problemas na fechadura, mas as outras estão funcionando”, comenta. A coordenadora disse ainda que a usuária não informou o problema de saúde para os funcionários, pois se tivesse dito poderia ter dado o famoso jeitinho.

UPA VERDÃO - A SMS, por meio da sua assessoria de imprensa, informa que a UPA Verdão está com 56% da obra concluída e a previsão de entrega da obra física, sob a responsabilidade da empresa Material Forte, é para este mês. O Poder Público investiu R$ 4,9 milhões na construção do prédio.

Mais uma vez reitera que a prefeitura de Cuiabá não tem intenção de fechar unidades de saúde e destaca que o “Pronto Atendimento da Policlínica do Verdão será realocado para a UPA Oeste, que está em fase de construção em um terreno ao lado da unidade de saúde”, diz trecho da nota encaminhada à reportagem. “Com a conclusão das obras e entrada em funcionamento da nova UPA a gestão da saúde irá estudar a utilização do prédio onde funciona hoje a Policlínica”, confirma.

Ainda segundo a assessoria de imprensa, a última reforma da policlínica foi em 2014, quando a Capital recebeu os jogos da Copa do Mundo. Apesar de confirmar que não há recursos previstos no momento para uma nova reforma, afirma existir um plano de melhoria física do espaço, mas ainda sem data, pois a prefeitura “por conta do período eleitoral fica impossibilidade de realizar algumas ações”.

Reclamações, segundo a SMS, podem ser feitas pelo usuário na coordenação local da unidade ou mesmo por meio da a Ouvidoria do SUS pelos telefones 0800 645 7885 ou 3617-7329. No caso da policlínica do Pascoal Ramos, que foi fechado quando a UPA ao lado foi inaugurada, a promessa foi uma reforma no prédio para outros serviços de saúde. Três meses depois, nenhuma obra foi iniciada no local.

POLICLÍNICA VERDÃO - A unidade foi implantada em 1988, pelo então prefeito Dante de Oliveira e pelo secretário de Saúde, Júlio Müller Neto. A última grande reforma na unidade ocorreu em 2009. Foram investidos cerca de R$ 8 milhões do programa federal Qualisus, com contrapartida do município.
As obras ampliaram a área originalmente construída de 931,51 metros quadrados para 1.636,68 metros quadrados. Houve melhoria do ambulatório de especialidades, ampliação da recepção, salas de Pequenas Cirurgias e de Gesso, Coleta de Exames Laboratoriais e criação de um auditório com capacidade para 20 pessoas.

O Pronto Atendimento foi ampliado com novos consultórios médicos e enfermaria mais espaçosa. O setor de Classificação de Risco recebeu duas entradas distintas, uma delas exclusiva para pacientes graves (Box de Emergência).

 

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