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mentirosos por hábito 01.04.2026 | 14h24

Dia da Mentira; até onde a brincadeira é saudável? Especialista alerta para gatilhos

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Gerado por I.A

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Uma data marcada por pegadinhas e histórias inventadas ganha espaço todos os anos no calendário. O Dia da Mentira, celebrado em 1º de abril, é tradicionalmente associado ao humor. No entanto, especialistas alertam que nem toda “brincadeira” é inofensiva e pode ter efeitos emocionais mais profundos do que se imagina.

 

A psicóloga Cristiane Bianchi explica que a reflexão não deve se limitar à data em si, mas ao impacto gerado nas pessoas.

 

“Nem toda brincadeira é leve para quem recebe. Uma mentira, mesmo dita em tom de humor, pode ativar insegurança, medo, gatilhos emocionais e sensação de desrespeito”, afirma.

 

Segundo ela, um dos principais problemas da mentira não está apenas na intenção de quem fala, mas na emoção que provoca em quem ouve. “O cérebro emocional não interpreta só a intenção, mas a experiência vivida. Para algumas pessoas, principalmente aquelas com histórico de insegurança ou rejeição, a ‘brincadeira’ pode ser percebida como desrespeito”, pontua.

 

Do ponto de vista social, há uma distinção: no contexto do Dia da Mentira, existe uma espécie de permissão cultural para o uso da mentira como forma de humor. Ainda assim, a especialista destaca que, psicologicamente, o impacto pode ser semelhante.

 

“O cérebro humano reage à sensação de engano com mecanismos ligados à confiança e à segurança emocional. Mesmo que racionalmente a pessoa entenda a brincadeira, emocionalmente pode haver desconforto”, explica.

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Pequenas mentiras podem virar hábito

De acordo com Cristiane, participar dessas brincadeiras sem reflexão pode contribuir para a normalização do comportamento. “A repetição de atitudes socialmente aceitas reduz o desconforto interno. Com o tempo, pequenas mentiras passam a ser vistas como naturais”, diz.

 

Ela alerta que isso pode diminuir o senso de responsabilidade, aumentar a tolerância ao engano e criar justificativas internas, como a ideia de que “todo mundo faz”. 

 

A psicóloga ressalta que a mentira nem sempre está ligada a ganhos diretos, mas a questões emocionais. Entre os principais motivos, estão medo de rejeição, necessidade de aceitação, tentativa de evitar conflitos e insegurança.

 

“Para muitas pessoas, mentir é uma forma de proteção. Não contra o outro, mas contra o desconforto de sustentar a própria verdade”, afirma.

 

Existe “mentira do bem”?

Embora o termo “mentira boa” seja popular, Cristiane questiona o conceito. “Mentira é mentira, independentemente de qualquer coisa. Mas, socialmente, algumas podem ser vistas como aceitáveis quando evitam sofrimento desnecessário, não prejudicam o outro e não distorcem relações importantes”, explica.

 

Por outro lado, deixam de ser saudáveis quando passam a evitar responsabilidades, esconder verdades relevantes ou se tornam frequentes. “A principal reflexão é: essa mentira está protegendo alguém ou apenas evitando um desconforto pessoal? Porque, na prática, a mentira não protege, ela só adia o problema”, alerta.

 

A diferença entre uma mentira pontual e um comportamento recorrente está na frequência e na consciência. Segundo a psicóloga, mentiras ocasionais costumam gerar desconforto e são reconhecidas como erro.

 

Já o hábito de mentir tende a se tornar automático, perde o peso emocional e começa a ser justificado. “Um dos principais sinais de alerta é quando a pessoa deixa de se incomodar com o próprio comportamento e passa a dizer que é normal, que todos fazem”, conclui.

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