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gado e lavoura perdidos 20.08.2026 | 17h47

Prefeito de Jangada estima prejuízo de R$ 50 milhões e anuncia força-tarefa contra incêndios

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Montagem GD

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O prefeito de Jangada, Rogério de Oliveira Meira (PSD), esteve no encontro promovido pela Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM) nesta quinta-feira (20) para tratar dos impactos das queimadas e das mudanças climáticas no interior do estado. Durante a reunião, ele conversou com o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), e com representantes da Defesa Civil Estadual, solicitando apoio emergencial para combater o incêndio de grandes proporções na zona rural do município.

 

“Estamos com um prejuízo muito grande, que vai chegar a quase R$ 50 milhões, queimaram soja, plantação de cana e muitas áreas também da pecuária. Morreu gado também. Estamos fazendo vários relatórios lá, cavalos, entre outros. Tem aspersor também que foi queimado”, destacou o prefeito.

 

Leia também - Incêndio deixa animais mortos e cenário de destruição em Jangada

 

Ele detalhou a mobilização de forças na região e ressaltou o empenho do poder público em contornar a crise. De forma que conseguiram fazer um controle do fogo com auxílio da força-tarefa do Corpo de Bombeiros.

 

“Hoje o município de Jangada está bem assistido. Conseguimos articular mais um avião, estamos com três aeronaves lá dentro de Jangada, estamos com mais de 22 bombeiros, cinco da Defesa Civil também. Quero agradecer ao ministro aqui, em relação institucional do ministério, que está aqui em Mato Grosso, para ajudar a resolver essa situação também. Apoiando aqui nesse período muito complicado que nós estamos passando... A Defesa Civil também está em cima, então a gente está trabalhando incansavelmente”, afirmou.

 

O apelo do município ocorre em meio ao combate a um rastro de destruição provocado pelo fogo às margens da BR-364. As chamas atingiram extensas áreas de vegetação, consumiram propriedades rurais e ameaçaram residências e moradores da região. Embora os focos de incêndio mais graves já estejam sob controle, as equipes de emergência mantêm o trabalho direto de contenção, monitoramento e prevenção de novos focos.

 

A crise em Jangada exemplifica o momento crítico enfrentado em diversas regiões. O secretário adjunto da Defesa Civil do Estado, coronel BM Marcelo Augusto Reveles Carvalho, ressaltou a dimensão das queimadas no território mato-grossense.

 

“Queimadas são o maior desastre que temos aqui em Mato Grosso. E por isso ela é muito bem cuidada pelo corpo de bombeiros do estado e também pela Defesa Civil. O que eu posso dizer é que o estado tem alcançado, na medida do possível, sucesso em diminuição de focos de incêndio. No entanto, mesmo assim, os incêndios continuam avançando e trazendo muitos prejuízos às pessoas e aos animais, à fauna e à flora também”, explicou o secretário.

 

O coronel Reveles também enfatizou a rapidez das forças estaduais para conter as chamas por meio do suporte aéreo.

 

“Existe um trabalho coordenado com o corpo de bombeiros e Defesa Civil, em que, sempre que há necessidade de um apoio para o combate aéreo dos incêndios florestais, o corpo de bombeiros nos aciona e nós imediatamente enviamos aeronaves para qualquer lugar do estado. E tem surtido bastante efeito e conseguimos, a despeito do avanço dos incêndios, nós conseguimos de maneira rápida fazer o controle e a mitigação desse fenômeno”, pontuou, explicando também que as operações aéreas lançaram mais de 54 mil litros de água sobre as áreas queimadas em Jangada.

 

Para garantir que o suporte chegue rapidamente às cidades atingidas, o secretário reforçou a necessidade de articulação entre os municípios e o Estado.

 

“O sistema de Defesa Civil é composto por três elos muito importantes. E o elo do município é fundamental, porque é no município que as coisas acontecem. Então, se o município tiver uma Defesa Civil municipal bem estruturada, ele consegue ali trazer uma série histórica daquele município com as suas dificuldades, e aí o Estado pode entrar com alguns recursos para mitigar essas dificuldades para o município”, concluiu, enfatizando o trabalho conjunto com a AMM para sensibilizar prefeitos a nomearem seus coordenadores municipais.

 

 

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