abandonados 16.01.2022 | 15h03

khayo@gazetadigital.com.br
projeto tampatinhas
Denominado Tampatinhas, o projeto liderado pela empresária Kelly Rondon e outras 9 pessoas projeta uma arrecadação de cerca de 20 toneladas de tampinhas plásticas e metálicas em 2022. Com a venda dos materiais recicláveis, o grupo dará prosseguimento às ações de castração de animais em situação de rua.
A ideia de coletar tampas para castrar animais vulneráveis foi germinada em agosto de 2020, mas só foi colocada em prática em abril do último ano. Ao longo dos 8 meses seguintes, a iniciativa arrecadou 9 mil quilos de materiais recicláveis, o que proporcionou o atendimento a mais de 200 cadelas e gatas.
Fundado em Cuiabá com 12 pontos de coleta inicialmente, o projeto ganhou a atenção da população e logo se expandiu com a ajuda de parceiros. Hoje, presente em 6 cidades mato-grossenses, a iniciativa já conta com 250 postos de coleta.
O aumento da oferta do serviço, contudo, caminhou alinhado à alta da demanda, que cresceu de forma exponencial durante o período da pandemia da covid-19. À reportagem, a empresária apontou que é ponto pacífico entre as Organizações Não Governamentais (ONGs) de proteção animal que o abandono de pets cresceu com o período pandêmico.
“É fato entre todos os protetores e ONGs que tivemos um aumento muito grande (de abandonos), porque a situação financeira e tudo que as pessoas vêm passando. A questão da morte, muitas pessoas morrem e os familiares não cuidam. A questão financeira também, o desemprego, as pessoas não têm condições de comer e vão morar com familiares e largam seus animais”, afirmou.
Com a alta demanda, a iniciativa – que hoje conta com cerca de 100 pessoas distribuídas entre a diretoria, padrinhos e sócios – trabalha com a intenção de arrecadar mais que o dobro de materiais coletados no ano anterior para atender a um número maior de animais em 2022.
“A gente coletou essas 9 toneladas em 2021, mas foi parcialmente apenas, porque de tampinha em tampinha começamos por agosto deste ano. Tenho a perspectiva de que vamos mais do que dobrar. Acho que a expectativa é em torno de 20 toneladas”, apontou Kelly.
Além da castração direta dos animais, o dinheiro levantado com a venda das tampinhas também é utilizado para subsidiar a sede do projeto, que é onde os animais ficam após as cirurgias. A instalação, que não funciona como abrigo, tem um custo mensal de cerca de R$ 5 mil, somados o valor do aluguel do imóvel e os custos da pessoa responsável por cuidar do espaço.
Por meio do perfil do projeto no Instagram, no @tampatinhascuiaba, as pessoas interessadas em saberem mais sobre a iniciativa e colaborarem com a ação podem verificar uma lista completa dos pontos de coleta.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.
Neide camargo - 17/01/2022
Eu sou uma das pessoas, onde vejo tampinha ja coleto para levar, estou com 2 sacolas cheias vou entregar na secretaria de saúde de Varzea Grande na avenida da feb perto da havam lá é um ponto de coleta.
1 comentários