QUANDO COMER VIRA ALERTA 30.04.2026 | 08h37

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REPRODUÇÃO
Em Mato Grosso, a dificuldade de crianças em aceitar certos alimentos deixou de ser apenas uma questão doméstica e passou a ser um tema de saúde pública. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) mostram que 5,2% das crianças no estado apresentam baixa estatura para a idade, um sinal de alerta que, segundo especialistas, podem estar relacionados à rigidez alimentar comum no Transtorno do Espectro Autista (TEA).
“Não é apenas birra. Para uma criança no espectro autista, a textura ou o cheiro de um alimento pode ser percebido como uma agressão física”, explica a médica e docente do curso de pós-graduação em Pediatria da Afya Educação Médica Cuiabá, Fernanda Nogueira. Ela destaca que o encerramento do Abril Azul deve servir de alerta para que as famílias saibam diferenciar a fase natural da “neofobia” (medo do novo) de uma barreira biológica que pode comprometer o crescimento.
“O problema surge quando essa resistência deixa de ser passageira e passa a prejudicar o desenvolvimento físico”, ressalta.
O cenário em Mato Grosso, que já soma mais de 6,6 mil Carteiras de Identificação do Autista (CIA) emitidas, se reflete no dia a dia das famílias. Em Cuiabá, a rede pública está cada vez mais preparada para identificar essa sensibilidade sensorial, evitando que o sofrimento da criança se prolongue até um diagnóstico tardio. Nos atendimentos realizados na pós-graduação em Pediatria da Afya Educação Médica Cuiabá, os alunos também analisam os pacientes infantis com atenção, buscando um diagnóstico preciso, reforça a dra. Fernanda.
Diferentemente de uma fase passageira, a seletividade alimentar no autismo tende a ser rígida e persistente. A criança pode restringir a alimentação a uma única cor ou textura, o que pode causar deficiências importantes de ferro e das vitaminas D e B12.
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A doutora Fernanda ressalta que a atenção deve ser redobrada se a recusa alimentar vier acompanhada de outros sinais, como atraso na fala ou pouco contato visual. “Nem toda seletividade é normal. Se a dificuldade persiste após os 6 anos ou há engasgos frequentes, a avaliação médica é urgente. O suporte precoce é fundamental para garantir que o desenvolvimento físico e neurológico não seja comprometido por algo tratável ainda na infância”, conclui.
Serviço
Em Mato Grosso, a Afya Educação Médica Cuiabá oferece atendimentos gratuitos em diversas especialidades, como Pediatria, Psiquiatria, Clínica da Dor, Ultrassonografia e Nutrologia. As consultas são realizadas mediante agendamento, conforme disponibilidade. Os interessados podem enviar mensagens para o número: (65) 99689-7280.
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades com pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.766 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos.
Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.
Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômica, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023).
Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar.
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