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DEU EM A GAZETA 09.01.2026 | 06h35

Sinfra monitora paredão e rachaduras na região do Portão do Inferno

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Cristiane Guerreiro

redacao@gazetadigital.com.br

Chico Ferreira

Chico Ferreira

Dois anos após os deslizamentos de fragmentos de rochas do paredão do Portão do Inferno, na MT-251, em Chapada dos Guimarães, a situação segue sem solução definitiva. À época, as obras tiveram início cerca de oito meses após os deslizamentos, com a promessa de conclusão em 120 dias. No entanto, até o momento, os problemas persistem na região.

 

O retaludamento, corte do paredão rochoso, proposto e iniciado pelo governo de Mato Grosso, acabou sendo considerado inviável durante a execução. Com isso, as obras foram paralisadas e um novo edital foi publicado para a contratação da empresa responsável pela construção de um túnel. A previsão é de que a licitação ocorra no início do mês de março deste ano.  

 

Enquanto a solução definitiva não avança, novos problemas surgiram na região do Portão do Inferno. Uma rachadura vertical, com aproximadamente 30 metros de extensão, tornou-se visível no meio da pista e passou a ser monitorada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra).  

 

A reportagem do jornal A Gazeta esteve no local nesta semana e constatou a fissura. Embora a Sinfra informe que não há risco iminente, especialistas recomendam a vedação das trincas para evitar o agravamento do desgaste no pavimento. A medida é indicada para impedir a infiltração de água, que pode ampliar ainda mais a rachadura.  

 

Segundo a Sinfra, as trincas observadas no asfalto correspondem a juntas de dilatação, elementos previstos em grandes estruturas de concreto, e não indicam risco iminente de colapso. No caso do Portão do Inferno, as fissuras estão localizadas na transição entre o viaduto, uma estrutura rígida de concreto armado, e o pavimento apoiado sobre o solo.  

 

De acordo com a Sinfra, como esses dois elementos possuem comportamentos estruturais diferentes, é esperado que ocorram pequenas aberturas no asfalto nessa região. As movimentações são consideradas pequenas e controladas, manifestando-se justamente nas juntas de dilatação. As medições realizadas por técnicos que acompanham a área não indicam movimentações atípicas.

 

A Sinfra reforça que, desde o início das intervenções no Portão do Inferno, o local passa por monitoramento técnico contínuo e, até o momento, não há indicativos de deslocamento estrutural que exijam novas medidas emergenciais além das já adotadas.

 

Leia a reportagem completa na edição de A Gazeta

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