VIOLOU REGRAS 25.02.2026 | 09h00

redacao@gazetadigital.com.br
Otmar Oliveira
Departamento de Monitoramento Eletrônico avisou 3 vezes a personal trainer Débora Sander que o seu agressor e ex-companheiro, o policial Sanderson Ferreira de Castro Souza, violou a regra de monitoramento. Os alertas foram dados assim que o suspeito, que usa tornozeleira, estava próximo da vítima.
“A lei está do lado dele. Estão esperando só a morte, mais um cadáver para contar, mais um dado para o índice de feminicídio", disse Débora nesta quarta-feira ao
.
Mesmo monitorado por tornozeleira, Sanderson parece não se intimidar. Débora possui botão do pânico e, desde o último sábado (21), vem recebendo alertas de que o ex-companheiro estaria descumprindo as medidas e se aproximando dela. Dois acionamentos ocorreram no mesmo dia e o mais recente foi registrado na segunda-feira (23), nas proximidades do seu trabalho, na Avenida Fernando Corrêa, em Cuiabá.
“Desde sábado, já apitou 3 vezes. Eu já fiz boletim de ocorrência, porque eu não tenho mais o que fazer. Esse cara está solto e, com certeza, com raiva. Se antes ele já fez o que fez comigo antes de ser preso, imagina agora. Pode querer se vingar, fazer algo comigo, com meu filho, com meu esposo", disse.
Segundo a educadora física, agora ela entende o nome do botão. "É botão do pânico mesmo. A cada alerta, o corpo entra em surto. Eu entro em choque, fico sem reação, não sei se corro. Dá crise de ansiedade, é muito medo. E na semana passada, uma mulher morreu mesmo com botão do pânico, porque a Justiça soltou o cara”, lamentou.
Sanderson foi solto após decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Ele está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica pelo prazo de 90 dias, conforme determinação da juíza Gisele Alves Silva, da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá.
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O caso
Sanderson Ferreira de Castro Souza foi preso em 1º de setembro de 2024, acusado de espancar a então namorada, a personal trainer Débora Sander. Na madrugada de 4 de agosto daquele ano, a vítima acionou a polícia após ser agredida brutalmente na casa onde o casal morava, em Cuiabá.
Segundo Débora, durante dois anos de relacionamento, ela sofreu 4 episódios de agressão e decidiu não permanecer em silêncio. Além do boletim de ocorrência e da medida protetiva, ela tornou o caso público nas redes sociais.
Após a repercussão, o policial, à época lotado na Polinter, teve o mandado de prisão cumprido em uma residência no bairro Morada do Ouro. Em maio de 2025, Sanderson foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado.
No entanto, na última terça-feira (10), ele foi colocado em liberdade após decisão da Quarta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que reformou a sentença, afastou a condenação por estupro e reduziu a pena para 1 ano e 9 meses, a ser cumprida em regime aberto.
Diante da nova decisão, Débora voltou às redes sociais para expor o caso, cobrar providências das autoridades e buscar apoio junto ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).
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