DEU EM A GAZETA 08.02.2026 | 07h09

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João Vieira
Quase 70% dos bairros de Cuiabá não têm pavimentação completa. Dos 118 bairros oficialmente reconhecidos pela Prefeitura, 81 ainda convivem com ruas sem asfalto, evidenciando um grave déficit de infraestrutura urbana. O problema, no entanto, vai além dos dados oficiais já que existem, ainda, mais de 300 bairros não legalizados, o que os deixa fora de qualquer planejamento formal do poder público.
Nessas áreas, a realidade é ainda mais dura, sem asfalto, sem drenagem, sem serviços básicos ampliando a desigualdade urbana e expondo milhares de famílias ao abandono histórico. Na capital, apenas 31,3% dos bairros reconheciddos estão completamente asfaltados, segundo dados da própria prefeitura. Mas segundo a Federação Mato-Grossense de Associações de Moradores de Bairros (Femab), os 118 bairros oficialmente reconhecidos representam apenas 28% da realidade social da capital.
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Levantamentos técnicos da gestão municipal apontam que, mesmo considerando apenas os bairros já regularizados, ainda são necessários cerca de 500 quilômetros de pavimentação. Entre os reconhecidos pelo município em situação mais crítica de pavimentação estão Nova Esperança, Parque Atalaia e Pedra 90.
O Nova Esperança é o que tem o menor percentual de asfalto, apenas 33% das vias são asfaltadas. De acordo com a prefeitura são 11,82 quilômetros pavimentados, contra 23,66 quilômetros ainda de ruas em terra. É nesse cenário que vive Francisca Maria, de 69 anos, moradora do bairro há 45. Diariamente, ela enfrenta as dificuldades impostas pela falta de pavimentação. Ao caminhar pela rua de terra, precisa desviar de buracos e da lama formada após as chuvas.
Com uma sacola em cada mão, segue com cuidado para manter o equilíbrio e evitar quedas. Segundo a moradora, a situação se arrasta há décadas e atinge principalmente idosos e crianças. Francisca afirma que o nome do bairro traduz o sentimento da população local.
“Nosso sonho, nossa esperança é que o asfalto chegue até a porta da nossa casa. A cada novo mandato político, as esperanças se renovam”, relata.
Almi Olário, 55, é morador do Nova Esperança há 13 anos, e afirma que a falta de pavimentação afeta diretamente a rotina da população. Segundo ele, a mobilidade fica comprometida e o acesso a serviços básicos se torna ainda mais difícil, especialmente no período chuvoso, quando as ruas praticamente desaparecem sob a lama.
“Em dia de chuva, a gente não consegue nem entrar com o carro na garagem. Ficamos ilhados dentro de casa e sem nenhuma perspectiva de melhoria”, relata.
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