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ENTREVISTA DA SEMANA 08.02.2026 | 07h00

Buzetti volta ao Senado e destaca prioridades para 2026 sem compromisso com ministro

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A senadora Margareth Buzetti (PP) voltou a ocupar uma cadeira no Senado após o encerramento do período legal de 120 dias de licença, retomando o mandato na última sexta-feira (30). Primeira suplente do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), a empresária alterna idas e vindas ao Congresso desde 2022, quando assumiu pela primeira vez a vaga. Desde então, manteve atuação contínua entre 2023 e 2025, mesmo sem direito à destinação de emendas individuais, podendo indicar apenas emendas de partido.

 

Ao longo do período em que esteve no Senado, a parlamentar construiu um histórico marcado pela apresentação e aprovação de projetos de impacto nacional, especialmente nas áreas de segurança pública e direitos das mulheres. Diferente de uma atuação protocolar, Buzetti conseguiu transformar propostas em leis efetivas, consolidando espaço mesmo fora do núcleo central do governo federal e sem alinhamento automático às pautas do Palácio do Planalto.

 

Entre os principais resultados de sua passagem pelo Congresso estão a aprovação do Projeto de Lei nº 4.266/2023, que tornou o feminicídio um crime autônomo, com penas mais severas previstas no Código Penal; a sanção da Lei nº 15.035/2024, que criou o Cadastro Nacional de Pedófilos e Estupradores; e a Lei nº 15.171/2025, que garantiu o direito à reconstrução mamária a mulheres que sofreram mutilação da mama, ampliando a proteção social e os direitos das mulheres em todo o país. 

 

Gazeta Digital – Como é poder retomar ao Congresso após alguns meses? 

Margareth Buzetti: Eu havia tirado uma licença de quatro meses, de outubro ao final de janeiro. Encerrado esse período, reassumo automaticamente o mandato enquanto o titular, senador Carlos Fávaro, segue à frente do Ministério da Agricultura. Esse retorno já era esperado. Além disso, estamos em um ano eleitoral, e esses primeiros meses são cruciais para que a pauta legislativa avance no Congresso.

Gazeta Digital – Agora filiada a outro partido, como fica o alinhamento da senhora com o ministro Carlos Fávaro? Houve conversas? E do ponto de vista ideológico, como será sua atuação?

Margareth Buzetti – Meu compromisso não é com o Fávaro, é com o Mato Grosso. É com os eleitores que nos elegeram. Minhas pautas seguem as mesmas que defendi desde a eleição suplementar de 2020: defesa da propriedade privada, posicionamento contrário à demarcação de terras indígenas sem critérios técnicos, oposição a propostas que desrespeitem quem produz neste país e ao aumento de impostos sobre o contribuinte.

Gazeta Digital – Ao longo de suas passagens em Brasília, a senhora tornou-se opositora de diversas ações e falas do governo federal. A senhora pretende votar contra ou favor das pautas do presidente Lula?

Margareth Buzetti – Eu não voto contra ou a favor de pessoas. Analiso proposta por proposta. Se for boa para a população, tanto no curto quanto no longo prazo, e para quem gera emprego e renda, votarei a favor. Não vim para polarizar, mas para votar de acordo com as minhas convicções.

Gazeta Digital – Quais serão suas prioridades neste período no Senado?

Margareth Buzetti – Nas minhas primeiras passagens pelo Senado consegui focar em apresentar projetos e trabalhar para que eles saíssem do papel. Hoje, tenho quatro leis em vigor no Brasil, e nenhuma é data comemorativa ou nome de ponte. Agora, com o tempo mais curto, vou trabalhar para aprovar o que for importante e barrar o que for retrocesso. A segurança pública deve ser uma prioridade do Congresso, e é um tema ao qual darei atenção especial. Também vou atuar fortemente pelo agronegócio, especialmente diante das dificuldades do seguro rural, e me empenhar para que investigações de grandes esquemas de corrupção, como o caso do Banco Master, não fiquem apenas no papel.

Gazeta Digital – A senhora cita leis aprovadas durante o mandato. Quais avanços considera mais relevantes?

Margareth Buzetti – Destaco a lei que tornou o feminicídio um crime autônomo, com pena mais elevada no Código Penal, ainda em 2023. Também conseguimos aprovar a criação do Cadastro Nacional de Pedófilos e Estupradores, fortalecendo a proteção de crianças e adolescentes. Outro avanço importante foi a Lei nº 15.171/2025, que garante o direito à reconstrução mamária a mulheres que sofreram mutilação da mama, seja por câncer ou por outras razões médicas.

Gazeta Digital – Quais projetos a senhora pretende priorizar agora, com o retorno ao Senado?

Margareth Buzetti – Estou dando continuidade a propostas estruturantes do meio rural. A principal é o projeto que cria uma nova Lei do Trabalho Rural, substituindo uma legislação que é de 1973 e que não acompanha mais a realidade do campo. Também avanço com uma proposta que trata da Reserva Legal em pequenas propriedades rurais familiares, buscando garantir segurança jurídica, regularização ambiental e acesso ao crédito para quem vive da agricultura familiar.

Gazeta Digital – Até quando vai o mandato da senhora no Senado?

Margareth Buzetti – O mandato da nossa chapa vai até o final de janeiro de 2027. Enquanto o titular não estiver na cadeira de senador, eu, como primeira suplente, estarei em Brasília, honrando cada voto que recebemos.

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