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repercussão internacional 03.03.2020 | 18h55

The Guardian cita matéria do GD sobre chacina em Colniza

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Eduarda Fernandes

eduarda@gazetadigital.com.br

Daniel Beltrá/ Greenpeace

Daniel Beltrá/ Greenpeace

O jornal nacional britânico The Guardian citou uma entrevista concedida ao por Valdelir João de Souza, suposto mandante da Chacina de Coloniza (1.065 km a Noroeste de Cuiabá), que matou 9 trabalhadores rurais em 19 de abril de 2017. A reportagem, publicada pelo The Guardian nesta quarta (3), tem como foco uma investigação que rastreia a venda de cabeças de gado provenientes de uma fazenda pertencente a Valdelir, que teriam sido adquiridos pelos frigoríficos JBS e Marfrig.

 

O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou Valdelir, suposto mandante, bem como Pedro Ramos Nogueira, Ronaldo Dalmoneck, Paulo Neves Nogueira e Moisés Ferreira de Souza por homicídio triplamente qualificado (mediante pagamento, tortura e emboscada). Conforme a denúncia, os nomes integram um grupo de extermínio denominado “os encapuzados”, conhecidos na região como “guachebas”, ou matadores de aluguel, contratados com a finalidade de praticar ameaças e homicídios. 

 

No dia da chacina, segundo o órgão, Pedro, Paulo, Ronaldo e Moisés, a mando de Valdelir, foram até Taquaruçu do Norte, (localidade próxima a Colniza) munidos de armas de fogo e arma branca, onde executaram Francisco Chaves da Silva, Edson Alves Antunes, Izaul Brito dos Santos, Alto Aparecido Carlini, Sebastião Ferreira de Souza, Fábio Rodrigues dos Santos, Samuel Antonio da Cunha, Ezequias Satos de Oliveira e Valmir Rangel do Nascimento. O grupo de extermínio percorreu aproximadamente 9 km, matando, com requintes de crueldade, todos que encontraram pelo caminho. Valdelir está foragido desde então. 

 

O jornal explica de que forma a investigação sobre seu paradeiro se deparou em um possível caso de "lavagem de gado", quando os animais oriundos de uma fazenda com problemas ambientais são vendidos para uma fazenda "limpa" e só então comercializados.

 

De acordo com a reportagem do The Guardian, em abril de 2018 as fazendas Três Lagoas e Piracama, ambas localizadas em Rondônia, foram registradas no nome de Valdelir. As duas fazendas cobriam 1.052 hectares de uma área reservada pelo governo federal para trabalhadores agrícolas de baixa renda. Em maio daquele ano, 143 bovinos teriam sido vendidos por essas propriedades para uma fazenda de Maurício Narde.

 

"Minutos depois, a fazenda de Narde vendeu 143 animais do mesmo sexo e idade - 80 bovinos entre 13 e 24 meses e 63 bovinos com mais de 36 meses - para um frigorífico da JBS", escreve o The Guardian. Narde justificou ao jornal britânico que a compra e imediata revenda ocorreu por uma necessidade de "manter as coisas em movimento".

 

Após citar outras transações investigadas e acordos firmados entre frigoríficos brasileiros com o Greenpeace e o Ministério Público, o The Guardian cita que em entrevista ao Gazeta Digital em 2019, Valdelir disse que era inocente de todas as acusações, nunca havia se envolvido em esquadrões da morte e permaneceu fugitivo porque estava com medo de ser assassinado pelos verdadeiros assassinos se ele se entregasse.

 

"Eu nunca andei armado, então por que, aos 41 anos, com empresas sólidas, uma vida pacífica, sem dívidas, sem problemas, eu faria algo tão bárbaro?" de Souza disse na entrevista. “Construí tudo com a honestidade e o esforço da minha família. Por que eu jogaria tudo fora?", conclui.

  

Veja aqui a entrevista concedida em 2019 pelo acusado da chacina ao

 

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