'reformamos o estado' 12.08.2026 | 15h11

laisa@gazetadigital.com.br
Divulgação
O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que os desdobramentos da Operação Heritage, que atingiram seus principais aliados políticos, o pegaram de surpresa, mas reiterou sua confiança na inocência dos alvos. Além disso, pontuou que a proximidade das eleições traz impactos que considera “injustos”.
“Eu sempre confiei e continuo confiando no Mauro Mendes, no Fábio Garcia, no Mauro Carvalho. Eu já fui, há algum tempo atrás, acusado e eu precisei provar minha inocência. [...] Infelizmente, nós estamos a 50 dias de uma eleição. Isso pode comprometer, eleitoralmente, algum deles. O que eu acho uma injustiça. Porque são bons homens públicos, que já provaram que são bons”, explicou durante sabatina no Jornal do Meio-Dia, nesta quarta-feira (12).
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Mobilidade
Já quando perguntado sobre o andamento das obras de transição do antigo VLT para o sistema BRT, Pivetta detalhou a captação de recursos com a venda do antigo modal e estipulou o cronograma da primeira etapa do projeto.
“Nós mudamos para a BRT, vendemos os bondes, graças a Deus, arrumamos um negócio para vender aquilo. Com isso, nós arrecadamos, estamos arrecadando R$ 925 milhões, se não me engano, por aí. E com esse valor nós vamos fazer todo o BRT e comprar os veículos. Esse primeiro trecho, o contrato que nós temos com as empreiteiras é para terminar até o final do ano. Paralelamente a isso, nós estamos adquirindo os veículos. Os ônibus rodando na virada do ano”, prometeu.
Ainda acrescentou que a gestão se espelha em modelos de mobilidade bem-sucedidos para expandir a rede de transporte nos próximos anos.
“Nós estamos copiando o sistema de Goiânia. A gente pode e deve copiar o que é bom para não perder tempo. E eu orientei a nossa equipe para fazer isso, e nós estamos fazendo isso. Goiânia hoje tem reconhecidamente o melhor transporte coletivo do Brasil”, avaliou.
Segurança
Questionado sobre a atuação do Estado no combate ao feminicídio e sobre críticas relativas às políticas voltadas às mulheres, Pivetta rebateu a tese de ineficiência governamental, argumentando que a atual gestão priorizou a reestruturação dos serviços essenciais e o equilíbrio das contas públicas.
“Nós pegamos o Estado em frangalhos. Pegamos no início de 2019 com salários de servidores atrasados, fornecedores atrasados, o Estado não honrava os compromissos com ninguém. Reformamos o Estado”, pontuou.
Sobre o enfrentamento à violência contra a mulher, o candidato expressou indignação com os números de feminicídio no Estado e citou medidas de suporte social e de segurança pública em andamento.
“Não vamos discutir metodologia e número, porque nós estamos muito tristes com o número de feminicídios. Nós estamos inconformados. Não tem nenhum deles que não tenha sido esclarecido. Todos os autores foram presos. E nós estamos reforçando o combate ao feminicídio e o apoio às mulheres. Moradia é uma delas, são seis mil novas residências que nós estamos colocando à disposição das mulheres, exclusivamente para as mulheres vulneráveis”, garantiu.
Ao mudar o foco do debate para a defasagem no efetivo da Polícia Militar, o governador explicou que os recentes chamamentos públicos aproximaram Mato Grosso da média proporcional nacional.
“Nós temos no Brasil a média de um policial militar para cada 500 habitantes. E com os quase mil policiais novos que nós chamamos este ano, nós vamos atingir essa relação de um para 500 mato-grossenses. É verdade que o nosso território é muito maior. Nós temos uma densidade demográfica baixa, por isso uma dificuldade maior de fiscalizar o estado e estar presente em todos os lugares”, declarou.
Agroindústria
Ao fim da sabatina, ele defendeu que o combate ao crime organizado necessita de uma integração mais efetiva entre investigações de inteligência e ferramentas tecnológicas. Além disso, destacou sua experiência prévia como gestor municipal em Lucas do Rio Verde (354 km ao norte de Cuiabá) e a busca pela ampliação do modelo agroindustrial no estado.
“As políticas públicas que nós implementamos, a infraestrutura que nós construímos criaram as condições. A primeira ferrovia estadual do Brasil, a BR-163 duplicada, os sete mil quilômetros de rodovias que nós espalhamos pelo estado, está chamando a agroindústria para se instalar no Mato Grosso”, concluiu.
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