18.03.2007 | 03h00
O bairro Tijucal, que vai ser o primeiro a receber hoje a visita do projeto Viva o Seu Bairro este ano, está precisando de mais segurança. Esta é a reclamação da maioria dos moradores, que dizem não ter sossego sequer para trabalhar. Na semana passada um assalto numa loja terminou na morte de uma mulher. Também nos últimos dias, duas casas foram assaltadas simultaneamente. Em uma delas, a polícia demorou quase uma hora para atender o chamado. O bairro, que surgiu de um conjunto habitacional da antiga Cohab em 1983, tem aproximadamente 24 mil habitantes e está sem posto policial já há alguns anos. O posto mais próximo fica no bairro vizinho São João Del Rei.
"Agora só tem policiamento quando tem festa", reclama a estudante Flávia Costa dos Santos, de 19 anos. A cabeleireira Zenilda Araújo, que mora há 13 anos no Tijucal, reclama que para reforçar a falta de segurança, a iluminação pública nas ruas é precária, favorecendo a ação de marginais. "Antes, quando tinha a Polícia Comunitária, a presença dos policiais inibia os crimes, apesar deles serem apenas dois. Hoje, não temos segurança nem para trabalhar. Gostaria de fazer caminhada, mas não tenho coragem", desabafa.
Para o presidente do bairro, José Carlos de Barros, outros problemas, além da segurança, também têm afligido os moradores. O principal deles é o transporte coletivo. Segundo Paulinho, como é conhecido, as 6 linhas que atendem o Tijucal não têm sido suficientes. Ele cita que, por exemplo, pela manhã, quando todos vão para o trabalho, as pessoas que estão no início do bairro não conseguem entrar nos ônibus, que já chegam superlotados.
Paulinho, juntamente com o comerciante Waldemar Simões de Souza, também apontam que a retirada dos ônibus que faziam a integração com Várzea Grande foi prejudicial aos moradores.
Souza, que mora no Tijucal há 15 anos, reclama também a instalação de um redutor de velocidade em frente ao Centro de Saúde. Ele conta que os motoristas transitam em alta velocidade no local e vários acidentes já aconteceram. O presidente do bairro lembra já ter feito a solicitação à Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos (SMTU) desde o início da gestão Wilson Santos, mas ainda não foi atendido.
Saúde - O Centro de Saúde do Tijucal, como toda a rede do município, tem sofrido com a falta de medicamentos de uso contínuo, como os usados nos tratamentos para hipertensão e diabetes. O presidente do bairro conta que os moradores cobraram dele a falta dos remédios, mas ele frisa não poder fazer nada.
Outro problema do Centro de Saúde, segundo a própria gerente da unidade, Luzinete Luiza Costa Leite, é a falta de médicos. O local precisa de pelo menos mais um ginecologista, pois o número de grávidas é grande. Mas a prefeitura estaria com dificuldades de contratação porque os profissionais consideram o bairro "longe".
Os cinco médicos do Centro (dois clínicos, dois pediatras e um ginecologista) atendem apenas pela manhã. A justificativa é a não existência de aparelhos de ar condicionado e o grande calor que faz no prédio. A gerente garante que conseguir atendimento não é difícil, mas a estudante Flávia Costa afirma ser preciso chegar às 3h da madrugada para garantir uma das senhas que começa a ser distribuída às 7h.
Dentista - Para quem precisa de dentista a espera é pior. Flávia dormiu na fila para marcar consulta para o filho de dois anos. Neste caso, a gerente da Clínica Odontológica do Tijucal Enáuzera Benedita Azevedo, admite não conseguir atender a demanda. Isso porque a Clínica abrange a população de seis bairros, ou aproximadamente 34 mil pessoas.
O atendimento dos bairros é feito por um sorteio que acontece a cada dois meses. Neste mês a Clínica ainda está atendendo os bairros do sorteio que aconteceu em agosto passado. Foram agendados 450 pacientes, dos quais 300 já foram atendidos. A cota de cada bairro são 50 pacientes adultos e 20 crianças. Os agendados vão sendo chamados de acordo coma as vagas, que surgem com a conclusão dos tratamentos. Em média, 1,8 mil pacientes passam pela clínica mensalmente (incluindo atendimento de urgência). Cerca de 230 tratamentos são concluídos no mesmo período.
Social - Mas o Tijucal não é só mazelas. Em conjunto com a Polícia Militar, a Associação dos Moradores do Bairro desenvolve o projeto Instituto Mãos Amigas, onde voluntários se revezam promovendo atividades para crianças de 9 a 16 anos no horário em que elas estão fora da escola. É uma forma de evitar que elas fiquem nas ruas. São atendidas 150 crianças.
A prefeitura também está reformando a sede do Centro Comunitário onde está instalado desde o ano passado o cursinho pré-vestibular comunitário. Desde 2004 já havia um cursinho desenvolvido pela comunidade, mas as vagas eram no máximo 40. Com o cursinho da prefeitura, 200 alunos são atendidos.
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