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Cuiabá, Terça-feira 28/04/2026

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ONDE PROFESSOR FOI AGREDIDO 28.04.2026 | 16h00

Três alunos são flagrados com facas em detector de metal de escola civico-militar de Cuiabá; servidores temem

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Reprodução/Google Maps

Reprodução/Google Maps

Horas antes de um professor de 67 anos ser agredido por estudantes da Escola Estadual Cívico-Militar Heliodoro Capistrano da Silva, no Parque Cuiabá, na quinta-feira (23), duas facas de grande porte e um canivete foram encontrados em posse de 3 estudantes do Ensino Médio. A situação joga luz no medo e insegurança dentro das unidades de ensino. 

 

Uma servidora que atua na escola conversou com o . Ela não quis se identificar, mas contou que as armas foram descobertas no momento em que era usado o detector de metal nos materiais dos alunos. Esse, segundo ela, é um procedimento que se tornou comum desde que foi proibido o uso de aparelhos celulares durante as aulas.


Assim que o aparelho identificou o objeto de metal, o primeiro aluno em questão abriu a bolsa, revelando a arma. Os outros dois estudantes acabaram revelando que também carregavam objetos parecidos por conta própria.


A polícia chegou a ser acionada, mas os adolescentes não foram levados para lugar nenhum. Conforme o relato feito à reportagem, os objetos cortantes foram recolhidos e guardados na unidade escolar. Os pais dos estudantes foram chamados e disseram que sabiam que eles estavam com as facas, demonstraram concordar com isso e alegaram que andavam com os objetos há cerca de um mês para se proteger.

 

Leia também - Alunos agridem professor em escola cívico-militar de Cuiabá


Professores ameaçaram não dar aulas na turma e há relatos de pressão para que a coordenação da unidade punisse esses profissionais, o que não teria ocorrido por decisão da equipe coordenadora. Além disso, no dia seguinte os 3 estavam no colégio, evidenciando que nenhuma ação foi adotada, causando indignação entre funcionários e professores.


"Os professores ficaram muito alarmados, porque numa mesma sala 3 alunos que são colegas, que já estudam juntos há muito tempo...", relatou a testemunha. "Como que você vai levar uma arma para se proteger em uma escola que, ainda por cima, é cívico-militar? Não tem lógica isso", questionou na sequência.


Conforme relatado à reportagem, a escola tem 5 militares atuando exclusivamente no que diz respeito ao trabalho com a disciplina dos estudantes. Destes, dois são gestores e 3 vivem o cotidiano da convivência com os alunos.


"Esses monitores, que ficam nos corredores, que estão na ala da frente, como nós, também são xingados, eles também são desacatados, como os alunos têm feito normalmente com todos os funcionários da escola", conta a testemunha, que ressalta que o simples modelo cívico-militar trouxe benefícios, mas não resolve todos os problemas da educação.


“O governo tirou o poder do professor, alegando que o militar ia fazer, só que o militar também não tem esse poder. Então é um jogo de empurra para poder mostrar para a sociedade algo que não existe", acrescentou.

 

Professor agredido

 

Na semana passada, o GD noticiou o episódio de um professor de 67 anos que foi agredido dentro da mesma unidade de ensino.

 

Segundo o relato da vítima, a confusão começou após um dos alunos se recusar a sentar no local determinado pelo mapa de sala. Ao se aproximar para tentar conduzir o aluno ao lugar correto, o professor tocou no ombro do estudante e recolheu o caderno dele. Nesse momento, o adolescente deu um tapa no tórax do docente, empurrando-o contra a parede.

 

Em seguida, enquanto o professor tentava se afastar em direção à frente da sala, o aluno ainda desferiu outro golpe nas costas e tentou continuar as agressões. Para se proteger, o docente utilizou o próprio caderno como barreira.

 

Outro lado

A reportagem do entrou em contato com a Secretaria estadual de Educação de Mato Grosso (SEDUC-MT) que informou que a unidade tomou medidas  cabíveis ao ser notificada do fato. 

 

A Diretoria Metropolitana de Educação (DME) informa que, ao tomar conhecimento da situação registrada na Escola Estadual Cívico-Militar Heliodoro Capistrano da Silva, a unidade escolar adotou as providências imediatas de segurança, o acolhimento dos estudantes e profissionais envolvidos, comunicação aos responsáveis legais e o registro da ocorrência junto ao órgão competente.

 

A DME reforça que seguirá acompanhando a unidade escolar, em articulação com os setores competentes, para garantir suporte à gestão, aos profissionais da educação, aos estudantes e às famílias, com base nos protocolos oficiais, na proteção integral e na promoção de um ambiente escolar seguro, acolhedor e adequado ao processo de ensino e aprendizagem.

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