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ÚNICA DE MT 01.06.2026 | 15h50

UFMT mantém posição em ranking nacional, mas cai no global

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Laisa Stofel

laisa@gazetadigital

UFMT

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A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) manteve a 43ª colocação entre as melhores no cenário nacional, mas perdeu posições no cenário global. A queda em qualidade acompanhando uma crise generalizada que atingiu 87% das instituições brasileiras na lista de 2026 do Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR), divulgada nesta segunda-feira (01).

 

O panorama para o ensino superior do país no exterior é negativo, visto que, das 52 universidades brasileiras que integram a lista das melhores do mundo, 45 caíram de posição. A UFMT seguiu essa tendência de declínio internacional, vendo sua classificação global recuar da posição 1.745, onde figurava no Top 8,2% mundial, para a colocação 1.778, passando a integrar o Top 8,4%.

 

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A pontuação geral da instituição também sofreu uma leve redução, oscilando de 67,1 para 67,0 pontos. Apesar desse recuo global, a estabilidade na 43.ª posição nacional mostra que a queda foi um fenômeno coletivo nacional, permitindo que a universidade mato-grossense preservasse seu posto no ordenamento interno, apesar da baixa nas posições. O principal fator para a perda de conceito da UFMT no exterior foi o desempenho na produção científica, que ainda é o "ponto fraco" nas instituições nacionais.

 

No indicador específico de pesquisa, que avalia o volume total de produção, publicações em periódicos de elite, influência e citações de artigos, a UFMT despencou da posição 1.668 para 1.709. Segundo a análise do CWUR, essa deterioração generalizada, que afetou 45 das 52 universidades do país neste quesito, decorre diretamente da falta de investimentos adequados e da concorrência internacional agressiva de instituições estrangeiras muito bem financiadas.

 

Ainda, é importante destacar que o ranking  avalia todas as instituições de ensino superior (públicas e privadas) que atendem aos seus critérios de publicação e pesquisa, incluindo universidades estaduais e centros universitários privados. Entretanto, dentre as mais de 21 mil instituições analisadas, somente a UFMT aparece representando o estado.

 

Apesar desse destaque para o estado, outros critérios da metodologia, como o sucesso acadêmico e profissional de ex-alunos e as distinções do corpo docente, não geraram pontuação suficiente para a UFMT nesta edição. Dessa forma, não é possível saber se houve uma depreciação ou não da universidade em comparação com outras nacionais e mundiais.

 

Em nota a universidade afirmou que acompanha os resultados divulgados pelo CWUR 2026 e que o levantamento evidencia um “cenário desafiador” para as universidades brasileiras. Defendendo ainda que a “permanência da UFMT nesse seleto conjunto reafirma sua relevância acadêmica, científica e social no cenário nacional e internacional”.

 

“A UFMT reafirma seu compromisso com a excelência no ensino, na pesquisa, na extensão e na internacionalização, áreas que vêm recebendo atenção estratégica por meio do fortalecimento da produção científica, ampliação de parcerias nacionais e internacionais, incentivo à pós-graduação e valorização das ações de inovação e desenvolvimento regional. A Universidade compreende os rankings como instrumentos importantes de análise institucional, mas destaca que sua missão permanece orientada pela produção de conhecimento, formação de profissionais qualificados e contribuição para o desenvolvimento social, científico e econômico de Mato Grosso e do Brasil”, explica a nota.

 

Entenda a classificação 

A avaliação do CWUR é reconhecida globalmente por sua independência, já que analisa 81 milhões de pontos de dados de mais de 21 mil instituições sem depender de pesquisas de opinião ou de relatórios enviados pelas próprias universidades. O peso da nota final é distribuído entre pesquisa, com 40%, educação e empregabilidade, com 25% cada, e corpo docente, com 10%.

 

Criado em 2012 na Arábia Saudita e expandido ao longo dos anos para listar as 2.000 principais universidades do mundo, o ranking expõe agora a urgência de uma recuperação estrutural e financeira na ciência brasileira para que instituições como a UFMT voltem a ganhar competitividade e relevância internacional.

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