EM SALÃO NOBRE 23.03.2022 | 11h41

jessica@gazetadigital.com.br
Reprodução
Atualizada em 24/03/2022 às 09h46 O médico J.C.D.P., conhecido como “Médico Rei do Botox”, é investigado por injúria racial após agredir uma manicure em salão nobre de Cuiabá. Descontente com o atendimento, ele teria chamado a vítima de “pobre, preta imunda e desgraçada". A trabalhadora registrou boletim de ocorrência e ambos foram levados para a delegacia.
A vítma concedeu entrevista Giovani Júnior, da TV Vila Real.
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Segundo informações do boletim de ocorrências, o fato foi registrado no dia 17 de março, no salão de beleza da avenida Miguel Sutil, onde a jovem G.A.C.G, 22, trabalha como manicure há anos.
Ela atendeu ao médico, que também é suplente de vereador por Várzea Grande, mas ele não estava se sentindo confortável. Em vídeo divulgado pelo programa Cadeia Neles, o repórter Giovani Júnior conversa com a trabalhadora e ela relatou como tudo aconteceu.
Conforme a profissional, ela fazia as unhas dos pés do médico, mas ele não estava confortável apoiando os pés no suporte destinado ao serviço. Ele apontou para uma manicure ao lado, que trabalhava com os pés do cliente apoiados em suas pernas. Ele queria que o atendimento fosse daquela maneira, mas a mulher disse que não se sentia bem trabalhando como a colega.
A vítima conta que antes do desentendimento, o médico já agia e falava de forma grosseira. Diante da queixa do cliente, a funcionária ofereceu alternativas para que ele se sentisse confortável, mas nada estava do agrado do acusado.
“Ele foi até a recepção e eu fui atrás dele e disse: ‘olha, você tem que ser mais educado. Eu sou gente como você, não sou um bicho’. Ele se alterou, já me mandou calar a boca. Falou ‘ cala sua boca, sua pobre, preta, imunda, desgraçada’. Foi uma situação muito difícil. Nunca passei por isso e ninguém tem que passar”, contou a trabalhadora.
No registro policial, consta que o médico negou as ofensas à jovem.
O médico foi candidato a vereador pelo Democratas nas eleições de 2020, mas não foi eleito. Ele está como suplente atualmente.
O Conselho Regional de Medicina (CRM) foi procurado, mas não se pronunciou sobre o caso.
Outro lado
O médico foi procurado, mas desligou o telefone assim que a reportagem se identificou. Horas depois, o suspeito encaminhou mensagem e disse que não tinha interesse em se pronunciar. Também ameçou a reportagem caso fosse publicada foto dele, imagens estas que estão em perfil público nas redes sociais.
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Kamila - 24/03/2022
Esse cidadão já ofendeu a minha mãe. Mandou ela calar a boca, fez um escândalo no estabelecimento. No dia seguinte o carro da minha mãe apareceu com o capô riscado, escrito FOFA.
aroldo nunes - 24/03/2022
Uma vergonha esse medico. Ainda quer ser vereador em VG
2 comentários