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são gonçalo beira rio 21.01.2026 | 12h42

Vídeo detona peixarias tradicionais e nota acusa 'publi' para locais refinados

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Reprodução

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O último fim de semana repercutiu nas redes sociais a avaliação negativa que um casal fez após almoço em peixaria da comunidade São Gonçalo Beira Rio, em Cuiabá. As críticas foram desde o banheiro sujo até o atendimento recebido no local, que não teve o nome divulgado. Na terça-feira (20), nota de repúdio foi publicada no perfil da associação local em rede social. O comunicado chama a gravação de sensacionalista e “imatura”.


O vídeo publicado pela influencer Valesca de Oliveira teve mais de 145 mil curtidas e está fixado no perfil da profissional que descreve a rede como local para compartilhar rotina, promoções e avaliações de produtos e locais.


Ao lado do marido, a mulher começa alertando o público “nunca coma em um lugar em que o banheiro é sujo. Se o banheiro está assim, imagina o resto das coisas”.


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Adiante, ela descreve a experiência, no qual esperou mais de uma hora por arroz com peixe, afirma que o pirão pedido e anunciado como suficiente para oito pessoas era pequeno. Ala disse que o calor era demais e estava “em choque”.


“Se a vigilância sanitária passar no São Gonçalo Beira Rio não escapa um aberto”, diz a mulher.

Outro lado
Diante da repercussão, a comunidade emitiu nota e disse que respeita a avaliação de cada cliente, mas que é injusto generalizar as experiências.


“A forma como o conteúdo foi construído evidencia falta de maturidade e profissionalismo, além de levantar questionamentos legítimos sobre interesse comercial disfarçado, ao descredibilizar coletivamente as peixarias do São Gonçalo Beira Rio enquanto sugere, de maneira explícita, restaurantes de maior poder aquisitivo como alternativa. Isso não é orientação ao consumidor: é promoção indireta baseada na desqualificação de uma comunidade inteira”, diz trecho da nota.


Ainda na nota, destacam que a região faz parte do patrimônio cultural cuiabano.


“Generalizar o bairro como “insalubre” ou “impróprio” é irresponsável, injusto e desrespeitoso, não apenas com os comerciantes, mas com toda uma comunidade que há décadas”, finaliza.

 

Veja nota na íntegra
As peixarias da comunidade do tradicional bairro São Gonçalo Beira Rio vêm a público manifestar repúdio ao vídeo publicado nas redes sociais no último domingo, 18 de janeiro de 2026, no qual um casal expõe, de forma sensacionalista, generalizações ofensivas e acusações graves contra os restaurantes da região.

 

A crítica de um consumidor é legítima e faz parte da relação de consumo. No entanto, o conteúdo divulgado ultrapassa qualquer limite ético e profissional ao generalizar experiências individuais, não identificar estabelecimentos específicos, utilizar linguagem ofensiva e lançar suspeitas públicas sobre dezenas de trabalhadores, sem qualquer comprovação técnica, laudo oficial ou acionamento dos órgãos competentes.

 

Chama atenção o fato de que os autores do vídeo se apresentam como empreendedor e consultor em serviços de alimentação e nutricionista que comercializa assessoria em boas práticas de manipulação de alimentos. Justamente por isso, causa estranheza — e preocupação — a escolha pela exposição pública, espetacularizada e depreciativa, em vez de uma postura técnica, responsável e institucional, como seria esperado de profissionais que afirmam atuar na área.

 

A forma como o conteúdo foi construído evidencia falta de maturidade e profissionalismo, além de levantar questionamentos legítimos sobre interesse comercial disfarçado, ao descredibilizar coletivamente as peixarias do São Gonçalo Beira Rio enquanto sugere, de maneira explícita, restaurantes de maior poder aquisitivo como alternativa. Isso não é orientação ao consumidor: é promoção indireta baseada na desqualificação de uma comunidade inteira.

 

O São Gonçalo Beira Rio não é apenas um polo gastronômico. É um bairro tradicional, patrimônio cultural e histórico de Cuiabá, que carrega identidade, memória, saberes populares e gera emprego e renda para dezenas de famílias. Suas peixarias são mantidas por trabalhadores que acordam cedo, sustentam seus lares e constroem, diariamente, a economia local com esforço e dignidade.

 

Generalizar o bairro como “insalubre” ou “impróprio” é irresponsável, injusto e desrespeitoso, não apenas com os comerciantes, mas com toda uma comunidade que há décadas.

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