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deu em a gazeta 07.03.2026 | 07h00

Primeiro paciente de MT enaltece o SUS e a boa recuperação

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Dantielle Venturini

redacao@gazetadigital.com.br

Divulgação

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Mato Grosso alcançou um feito inédito na saúde pública no dia 11 de fevereiro, ao realizar a primeira cirurgia robótica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado. O procedimento, uma prostatectomia para retirada total da próstata, no tratamento de câncer, foi realizado no Hospital Central de Alta Complexidade do Estado e teve como primeiro paciente o aposentado Mauri Aparecido Campos, de 62 anos, morador de Tangará da Serra (239 km a médio-norte de Cuiabá), que agora comemora a recuperação.

 

Sob gestão do Hospital Israelita Albert Einstein, o Hospital Central foi inaugurado em dezembro do ano passado, entrou em funcionamento em janeiro deste ano e já se consolida como um divisor de águas na rede pública estadual. A estreia da cirurgia robótica amplia a oferta de procedimentos de alta complexidade, incorporando tecnologia de ponta e ampliando o acesso da população mato-grossense a tratamentos antes restritos a grandes centros e à rede privada.

 

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A expectativa é de que ainda em março uma nova cirurgia robótica seja feita.

 

Diagnosticado com câncer de próstata há cerca de três anos, Mauri, que se tornou o primeiro paciente do estado a passar por uma cirurgia robótica pelo SUS, relata, mais de 20 dias após o procedimento, uma recuperação tranquila e destaca os benefícios da técnica robótica. Eu me sinto honrado com essa oportunidade.

 

Ele afirma que, ao longo dos três anos de tratamento e monitoramento do câncer, jamais passou por sua cabeça desistir do SUS. Ainda assim, nunca imaginou que teria a oportunidade de realizar o procedimento por meio da robótica pelo SUS e, muito menos, que seria o primeiro paciente do estado a passar pelo procedimento. Isso representa, para mim, aquilo em que eu acredito, que nós devemos insistir nos nossos direitos. Foi isso que me motivou a buscar a cirurgia pelo SUS, destaca.

 

Mauri também relata os benefícios da tecnologia robótica na recuperação pós-operatória. Segundo ele, o resultado superou as expectativas. A recuperação é outra, não sinto dor, diferentemente de se tivesse feito outro tipo de procedimento. Tive alta com 12h do pós-cirúrgico e hoje já estou me sentindo normal, podendo fazer as coisas.

 

Rosalina Ramos Francisca Campos, esposa de Mauri, relembra uma das idas a Cuiabá para acompanhar o marido em consulta no Hospital do Câncer, quando passou em frente ao Hospital Central de Alta Complexidade do Estado. Eu disse para ele: é aqui que você vai fazer a sua cirurgia, mas falei isso pela fé mesmo, recorda.

 

Segundo ela, diversas vezes ouviu falar da unidade, reconhecida pela estrutura de alta tecnologia, e hoje define o momento como uma bênção. Nós nos sentimos abençoados com essa oportunidade, de fazer parte desse momento e de saber que esse tipo de atendimento existe hoje em Mato Grosso, com uma equipe de primeira e administrada por um hospital de excelência, reconhecido em todo o país, e pelo SUS. Esse momento é o exemplo de um SUS que todos desejam, afirma.

 

Precisão e recuperação

O médico responsável pelo procedimento foi o urologista Fernando Leão, especialista em cirurgia robótica e com formação na área pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Segundo ele, a evolução rápida relatada por Mauri está diretamente relacionada à tecnologia utilizada no procedimento.

 

De acordo com o especialista, a tecnologia traz benefícios tanto para o paciente, quanto para o cirurgião.

 

O sistema robótico oferece ao médico uma visão tridimensional e ampliada do campo cirúrgico, permitindo maior controle dos movimentos e mais precisão durante o procedimento. A cirurgia robótica permite maior precisão durante a operação e reduz os impactos no organismo do paciente, explica.

 

Leão destaca ainda que a técnica exige incisões menores e possibilita uma atuação mais delicada nas estruturas do organismo, o que contribui para uma recuperação mais rápida. Isso tudo garante ao paciente maior preservação da capacidade de urinar e da potência sexual, que são algumas das principais preocupações de quem trata câncer de próstata. E isso só é possível graças a essa alta tecnologia implantada no hospital, pontua.

 

O médico explica que a cirurgia robótica ainda está em fase de implementação e estruturação na unidade, e que outras especialidades também deverão ser beneficiadas com a tecnologia.

 

Lembra que os pacientes são convocados conforme a lista organizada pela Central de Regulação de Cirurgias do Estado. Estamos treinando as equipes e todos os profissionais para a implantação completa da cirurgia robótica. Ainda em março teremos um novo procedimento, afirma.

 

Leão ressalta que o novo hospital traz para Mato Grosso a expertise do Einstein na área de cirurgia robótica. Com o uso da tecnologia, o cirurgião passa a ter melhor visualização dos tecidos e maior controle dos movimentos, o que aumenta a precisão das cirurgias, reduz o risco de complicações e contribui para um período de recuperação menor para o paciente.

 

Prevenção e diagnóstico

A experiência também levou Mauri a fazer um alerta sobre a importância do cuidado com a saúde do homem. Ele conta que sempre manteve o acompanhamento anual da próstata e nunca havia apresentado alterações. Foi durante uma campanha do Novembro Azul, em um posto de saúde, com um simples exame de sangue, o PSA, que indicou a primeira suspeita da doença. Mesmo após o resultado, os exames de toque continuaram sem alterações.

 

O aposentado lembra que os primeiros sinais no exame de toque só apareceram quase três anos depois do início do tratamento, o que reforça a importância da prevenção. Por isso é importante que todos os homens façam os exames anualmente e não confiem apenas em alterações físicas. Eu não tinha nenhum sintoma e nunca senti dor que me levasse a desconfiar de algo.

 

Mauri também faz questão de reforçar um ponto que ainda afasta muitos homens dos consultórios médicos: o preconceito em relação aos exames. Para ele, a experiência deixa um recado para outros homens. Se cuidar e se prevenir não faz ninguém menos homem. Pelo contrário, pode salvar vidas.

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