NOVA ASSEMBLEIA CONVOCADA 21.01.2026 | 10h16

redacao@gazetadigital.com.br
Fred Moraes
A presidente em exercício do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (Sinjusmat), Geane Lina Telles, questionou a decisão do desembargador Rodrigo Roberto Curvo, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que julgou ilegal e determinou a suspensão do movimento sob pena de multa diária de R$ 200 mil ao sindicato e desconto no salário do servidor que aderir à greve.
Segundo ela a decisão seria arbitrária e com o único objetivo de calar os servidores do judiciário. Em resposta, ela lembrou as denúncias de venda de sentenças que afastou dois desembargadores e um juiz da Corte Estadual.
“A decisão tem o objetivo de coibir todo o funcionalismo público. E ela é arbitrária porque já existe entendimento do Supremo Tribunal Federal que não se pode aplicar multa com valores elevados (...) a ilegalidade da greve reflete em todos, e é para mostrar força e dizer assim: Cala-se, servidor.”, disse nesta quarta-feira (21) durante protestos em frente à Assembleia Legislativa (ALMT).
“Greve é legal. Ilegal mesmo é vender sentença”, completou.
O Sinjusmat também afirmou que convocará uma nova Assembleia Geral da categoria para avaliar com a base o cumprimento ou não da decisão. Segundo a presidente, o objetivo é pensar na saúde financeira dos servidores, já que a decisão determina o desconto salarial caso o servidor cruze os braços.
Leia também - Justiça não localiza Silval para intimá-lo de decisão do STF
Questionada se a entidade irá recorrer da decisão ao TJ, sendo que eles são os administradores do judiciário, Geane afirmou que o recurso também ocorrerá em instância superior.
“Nós vamos subir para Brasília. Mas nós temos direito, nós não estamos pedindo nada a mais. O nosso dinheiro fica aqui no estado, ele abastece a dona de casa, ele abastece o bar, o restaurante, as lojas, ele não vai para a Europa e o que nós estamos pedindo aqui são a nossa verba alimentar”, finalizou.
A greve estava prevista para ocorrer a partir desta quarta-feira (21). Porém, A Procuradoria Geral do Estado (PGE) ingressou com um pedido para tornar a greve ilegal.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.