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Sindicato adia greve no TJ e ataca; 'ilegal é vender sentença'

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Fred Moraes e Pablo Rodrigo

redacao@gazetadigital.com.br

Fred Moraes

Fred Moraes

A presidente em exercício do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (Sinjusmat), Geane Lina Telles, questionou a decisão do desembargador Rodrigo Roberto Curvo, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que julgou ilegal e determinou a suspensão do movimento sob pena de multa diária de R$ 200 mil ao sindicato e desconto no salário do servidor que aderir à greve.  

 

Segundo ela a decisão seria arbitrária e com o único objetivo de calar os servidores do judiciário. Em resposta, ela lembrou as denúncias de venda de sentenças que afastou dois desembargadores e um juiz da Corte Estadual.  

 

“A decisão tem o objetivo de coibir todo o funcionalismo público. E ela é arbitrária porque já existe entendimento do Supremo Tribunal Federal que não se pode aplicar multa com valores elevados (...) a ilegalidade da greve reflete em todos, e é para mostrar força e dizer assim: Cala-se, servidor.”, disse nesta quarta-feira (21) durante protestos em frente à Assembleia Legislativa (ALMT).  

 

“Greve é legal. Ilegal mesmo é vender sentença”, completou.  

 

O Sinjusmat também afirmou que convocará uma nova Assembleia Geral da categoria para avaliar com a base o cumprimento ou não da decisão.   Segundo a presidente, o objetivo é pensar na saúde financeira dos servidores, já que a decisão determina o desconto salarial caso o servidor cruze os braços.

 

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Questionada se a entidade irá recorrer da decisão ao TJ, sendo que eles são os administradores do judiciário, Geane afirmou que o recurso também ocorrerá em instância superior.

 

  “Nós vamos subir para Brasília. Mas nós temos direito, nós não estamos pedindo nada a mais. O nosso dinheiro fica aqui no estado, ele abastece a dona de casa, ele abastece o bar, o restaurante, as lojas, ele não vai para a Europa e o que nós estamos pedindo aqui são a nossa verba alimentar”, finalizou.  

 

A greve estava prevista para ocorrer a partir desta quarta-feira (21). Porém, A Procuradoria Geral do Estado (PGE) ingressou com um pedido para tornar a greve ilegal.

 

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