ajuda financeira 27.01.2021 | 08h54
Guilherme Dionizio
A Caixa libera nesta quarta-feira (27) o último saque do auxílio emergencial para 3,3 milhões de beneficiários nascidos em dezembro. Nesta-quinta (28) também haverá o último pagamento para 196 mil pessoas que entraram com recurso e foram atendidas.
Para o grupo que terá resgate liberado hoje, foram depositados R$ 2,2 bilhões em conta poupança digital, movimentada por meio do aplicativo Caixa Tem. Agora o valor pode ser resgatado ou transferido.
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Desse total, R$ 2 bilhões são referentes às parcelas do auxílio extensão, de R$ 300, e o restante, R$ 200 milhões, às parcelas do auxílio emergencial de R$ 600.
O governo federal já encerrou o programa que começou em abril e beneficiou 67,9 milhões de pessoas, com R$ 294 bilhões, principalmente trabalhadores informais e população de baixa renda, para minimizar os efeitos da pandemia de coronavírus.
Segundo a Caixa, os valores creditados na conta poupança digital e não movimentados no prazo de 90 dias, no caso do auxílio emergencial, ou 270 dias, no caso do auxílio emergencial extensão, são devolvidos à União. Para o público que faz parte do Programa Bolsa Família, as parcelas têm validade de 270 dias.
O fim do benefício é uma das grandes preocupações por causa do impacto que pode provocar na economia, já que a pandemia de covid-19 deve se estender, provavelmente, nos próximos meses até a intensificação da vacina.
O governo cogitou lançar um novo programa que englobaria beneficiários do auxílio e do Bolsa Família, mas não saiu do papel. Também desitiu de prorrogar o pagamento, argumentando que o país tem uma capacidade de endividamento e não pode desequilibrar as contas públicas. Uma possibilidade será a ampliação do número de pessoas assistidas pelo Bolsa Família.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou que seu governo vai respeitar o teto de despesas e descartou a prorrogação do auxílio emergencial. Mas pressão política e econômica, com a escalada dos casos de covid-19 após as festas de fim de ano, pode fazer o governo apresentar proposta atrelada ao controle de gastos.
Apesar das resistências, o Ministério da Economia já discute a possibilidade, mas desde que tenha um acordo com o Congresso para aprovação rápida de medidas de corte de gastos. A decisão só deve ser tomada depois das eleições para o comando da Câmara e do Senado - marcadas para 1.º de fevereiro -, quando o ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende abrir diálogo para a aprovação das medidas.
No Congresso, já há pelo menos nove projetos para estender o benefício até que a situação da covid-19 seja controlada no país.
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