14.01.2009 | 03h00
O Centro de Diagnóstico por Imagem de Cuiabá (Cedic) e o Centro Médico de Diagnóstico Laboratorial (Cedilab) foram vendidos por R$ 40,014 milhões à empresa paulista Diagnóstico da América (Dasa) há cerca de um mês como forma de evitar a falência do empreendimento. O sócio majoritário do Cedic, Nilo de Castro Melo, conta que vinha enfrentando constante queda na rentabilidade e a venda foi a saída encontrada para manter o empreendimento de 13 anos em pé.
Segundo o médico, os problemas financeiros foram criados, principalmente, porque a Agência Nacional de Saúde (ANS) aumenta periodicamente os benefícios aos clientes dos planos de saúde, ampliando as coberturas obrigatórias. Contudo, não são autorizadas com a mesma frequência as alterações nos valores das mensalidades. Conforme Melo, pressionados pela ANS, os planos de saúde "apertam" os hospitais, laboratórios e médicos, em suas tabelas de recebimento. "Começamos a notar que a situação estava ficando difícil. Estamos há cinco anos sem reajuste".
Melo, que agora é diretor regional do Cedic, lembra que nos Estados Unidos apenas dois laboratórios representam 80% do serviço no país. Com isso, ele quer dizer que, ou se é muito grande, ou fica pequeno, para conseguir sobreviver no mercado. As empresas de tamanho intermediário, como o Cedic e o Cedilab, segundo ele, não têm boa perspectiva. "Nós prevíamos dificuldade para o futuro".
Antes dessa venda para a Dasa, Melo frisa que tentou formar um grupo juntamente com oito empresas de outros estados brasileiros. Caso o processo de concretizasse, o Cedic faria parte da terceira maior empresa do Brasil na área. A Dasa é a primeira. Mas a fusão estava muito difícil. Nesse meio tempo, duas empresas procuraram comprar o Cedic. Além da Dasa, havia conversação com a Fleury. Porém, a Fleury acabou adquirindo um laboratório em São Paulo e ficou sem caixa. O negócio foi fechado mesmo com a Dasa. "Optamos por vender agora, antes que entrasse em parafuso. Eu gosto de Mato Grosso, fui bem recebido aqui, e quero que a empresa continue funcionando bem e prestando um bom serviço ao Estado".
Melo esclarece que a Dasa não tem hospitais e nem participa de plano de saúde. Trata-se somente de diagnóstico. Das 32 Unimeds existentes no Brasil, a Dasa tem convênio com 30. "A empresa não veio para brigar com a Unimed ou com qualquer outro plano de saúde. A idéia é ser parceira de todos". Nada mudou na empresa, permanecem os mesmos funcionários e médicos.
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Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
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