comunicação interbancária 28.02.2022 | 16h28
Foto: Reprodução
Líderes do G7, grupo dos sete países mais industrializados do mundo, anunciaram no domingo (27) que vão cortar os bancos russos do sistema mundial de comunicação interbancária, chamado Swift. A medida é mais uma sanção para pressionar a Rússia, após a invasão da Ucrânia.
O Swift, Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais, é um sistema de comunicação que permite o pagamento e a transferência de recursos entre empresas de diferentes países, padronizando as informações financeiras.
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Em comunicado divulgado pela Casa Branca, as nações escreveram que a medida “garantirá que esses bancos sejam desconectados do sistema financeiro internacional e prejudiquem sua capacidade de operar globalmente”.
Como funciona
Sediada e gerida na Bélgica, a Swift foi criada por americanos e europeus em 1973 e reúne hoje 11 mil instituições financeiras conectadas em mais de 200 países.
Na prática, ele funciona como um sistema de mensagens em tempo real que permite os bancos e as empresas informem uns aos outros sobre os pagamentos que serão realizados e já foram recebidos. Só no ano passado, mais de 42 milhões de mensagens foram trocadas por dia.
O objetivo do consórcio é garantir que os usuários em todo o mundo se comuniquem de forma rápida e segura. Vale reforçar que o mecanismo não é um sistema de pagamentos e sim um serviços de mensagens.
Consequências da expulsão
A remoção da Rússia da Swift bloqueia os bancos russos de viabilizar pagamentos em suas transações comerciais. Como o país é um grande exportador de petróleo e gás natural para a União Europeia, muitos países dependem desse fornecimento.
A maior implicação é que as empresas de outros países também ficam impedidas de fazer negócios, ou seja, há efeitos colaterais para as economias e o sistema financeiro global.
Preocupações
Alguns países relutaram em cortar o acesso da Rússia à rede de transferência interbancária devido a preocupações sobre como os pagamentos das importações de energia russa seriam feitos e se os credores da UE seriam pagos.
“Swift é a arma nuclear financeira, é o que permitiria que as instituições financeiras russas fossem cortadas de outras instituições em todo o mundo”, segundo o ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire.
“Quando você tem uma arma nuclear nas mãos, pensa antes de usá-la, alguns Estados membros têm reservas, a França não é um deles”, acrescentou.
O porta-voz do governo alemão disse que expulsão da Rússia do Swift tem um enorme impacto nas transações para a Alemanha e para empresas alemãs na Rússia.
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