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Liberação de crédito 22.02.2022 | 14h46

FGTS pode ser liberado para pagamento de dívidas, diz ministro da Economia

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Luis Lima

Luis Lima

Para auxiliar a quitação de dívida e estimular a liberação de crédito, o ministro da Economia, Paulo Guedes, revelou que o governo federal pode apostar na liberação do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). A estratégia seria possível porque, segundo o economista, os recursos são originados de fundos privados. 

 

"Às vezes o cara está devendo dinheiro no banco e está credor no FGTS. Por que não sacar essa conta e liquidar a dívida do outro lado, no outro banco?", sugeriu Guedes, durante participação do evento promovido pelo BTG Pactual. 

 

Em 2021, o endividamento médio atingiu 70,9% das famílias brasileiras, segundo Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Em dezembro, o país atingiu um patamar histórico para os meses consecutivos, alcançando percentual de 76,3%, o maior registrado nos últimos 11 anos. Segundo a CNC (Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo), as famílias recorreram mais ao crédito para conseguir sustentar o consumo.

 

Além do saque ao FGTS, outras medidas podem ser alavancadas em 2022 para estimular o crescimento econômico, apontou Guedes. Entre elas estão a incorporação de um programa para tornar o acesso ao crédito universal, além da redução de 25% do IPI (Imposto sobre Produtos Importados). O ministro defendeu que a diminuição do tributo permitirá a "reindustrialização" do país, que sofre com a alta tributação. 

 

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"A agricultura está voando porque não tem o imposto sobre produto agrícola. Agora, a indústria brasileira está sofrendo nas últimas três, quatro décadas com impostos altos, juros altos e encargos trabalhistas excessivos", contextualizou. Para atacar o problema, a primeira estratégia, segundo o ministro, é reduzir o IPI. "É um movimento de reindustrialização do Brasil."

 

O imposto também deverá ser debatido no âmbito da Reforma Tributária. Em 2020, o governo levantou a possibilidade de substituir o IPI para um tributo que incide apenas sobre bebidas alcoólicas e cigarros. Por enquanto, Guedes acredita ser possível providenciar a redução a partir dos ganhos com arrecadação.

 

"Já que a arrecadação subiu fortemente, íamos investir numa reforma tributária que empacou no Senado. O Executivo prefere transformar esse ganho de arrecadação, sob forma de redução de impostos, para milhões de brasileiros, para todo mundo", declarou. Guedes adiantou, ainda, que a arrecadação federal de janeiro atingiu um ganho real de 16%, dados que ainda serão divulgados oficialmente nos próximos dias. 

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