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Deu em A Gazeta 14.01.2020 | 08h31

Materiais escolares estão mais caros em MT

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Chico Ferreira

Chico Ferreira

Demanda por materiais escolares tem lotado as papelarias de Cuiabá desde o começo do ano. Com perspectiva otimista, lojas esperam crescimento de 10% nas vendas em relação a 2019. Do outro lado do balcão, os pais, nem sempre preparados para a despesa, encontram produtos de 5% a 8% mais caros. Os itens de papel como cadernos e agendas foram os que mais encareceram, cerca de 20% sobre o ano anterior.

 

O período de volta às aulas começa em janeiro, mas o fluxo se mantém aquecido até começo de março. Conforme a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá), o incremento nas vendas deste ano deve ser de 5% em relação a 2019. Iara Nunes, proprietária de uma papelaria, tem perspectiva de crescer 10%. Alerta que os fabricantes reajustaram os preços em cerca de 8% ainda no ano passado, quando foi feita a compra do estoque. “O papel, que é produto tabelado, também subiu 20% em janeiro. É representativo numa lista de material escolar”.

 

Além do peso inflacionário, a empresária não sabe como será o resultado líquido da empresa e para o segmento, que sofre - a partir deste mês - o impacto da alteração das alíquotas do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em Mato Grosso. “Se o meu fornecedor já falou que vai dar 20% de impacto com o aumento do imposto, como o governo diz que são apenas 4%?”.

 

Marilene Pelissari, proprietária de outra papelaria, diz que a inflação nos preços dos materiais foi de 4% a 5%, em média. Não sabe como será o repasse nos preços, após a mudança no ICMS, peso que começará a ser calculado a partir deste mês. A empresária espera alta de 10% nas vendas neste período de volta às aulas, e recomenda que os pais pesquisem bastante os preços para economizar e fazer os melhores negócios.

 

Este mês, os consumidores ainda encontram produtos sem correção de preços por conta do ICMS nas papelarias. O gasto com a compra dos materiais não sai por menos de R$ 150. Dependendo do tamanho da lista, pode chegar a valores ainda mais altos. A advogada Angélica Sampaio, 30, tem duas filhas (de 5 e de 9 anos). Ela nota que os cadernos encareceram e irão pesar no orçamento. “Lembro que a lista delas ficou em torno de R$ 900 no ano passado. Este ano eu não sei quanto vai ficar ainda, mas acredito que mais de R$ 1.000”, projeta.

 

A microempreendedora Elienai Olegário, 32, também tem dois filhos, de 7 e de 4 anos de idade. Para economizar, ela foi em busca de orçamentos. “Devido ao reajuste temos que procurar os melhores preços para comprar e atender o que precisamos”. A empresária acredita que gastará 20% a mais na compra deste ano, desembolsando cerca de R$ 400, já que não trocará as mochilas que estão em boa condição de uso.

 

Confira reportagem completa na edição do Jornal a Gazeta

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