deu em a gazeta 08.03.2025 | 07h00

silvana@gazetdigital.com.br
Divulgação
Mulheres impulsionam o desenvolvimento econômico de Mato Grosso. Como empreendedoras e gestoras em diversos setores produtivos, estão à frente de 40% das empresas sediadas no estado, segundo pesquisa inédita do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Atualmente, há 188 mil mulheres comandando empreendimentos locais.
Nascida na aldeia Yawalapiti, no território indígena do Xingu, em Gaúcha do Norte, Watatakalu Yawalapiti é co-fundadora da Articulação Nacional de Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga), membro do Movimento Mulheres do Território Indígena do Xingu e do Conselho Curador da Rede de Sementes do Xingu, além de ser uma liderança feminina do povo Yawalapiti e empresária no ramo da arte indígena do Xingu.
"Trabalho com economia sustentável através das biojoias e arte indígena, desde 2009. Hoje consigo ajudar mulheres de outras regiões porque posso comprar peças de parentes indígenas no meu território. Consigo abraçar o trabalho de outras famílias que não têm oportunidade de fazer o escoamento dos produtos", explica.
Inspirando boas práticas de produção no campo e outras mulheres do agro, a pecuarista Ida Beatriz Machado conserva em sua propriedade rural, no Pantanal mato-grossense, 80% da vegetação nativa por meio de reserva legal, além de manter 11% de área consolidada com pasto. "Fazemos também plantio direto de grãos. Há 30 anos iniciamos as pesquisas e temos benefícios de menor impacto no solo, melhor biodiversidade, redução de uso de defensivos, controle biológico, entre outras práticas", explica Ida, que presidiu o Sindicato Rural de Cáceres.
Diretora-presidente da Desenvolve MT, Mayran Beckman Benicio ocupa o cargo há dois anos, implementando ações de apoio às mulheres empreendedoras. Para incentivar o empreendedorismo feminino, a agência de fomento Desenvolve MT destinou aproximadamente R$ 35 milhões ou 53% do total de R$ 66 milhões de crédito concedido em 2024 a empresas lideradas por mulheres. No setor industrial, uma referência feminina é Cidinha Fávero, que assumiu a diretoria da Regional Centro (MT/RO/AC) da Solar em 2023, após 31 anos vinculada à marca Coca-Cola.
Atualmente, a empresa mantém um ambiente diverso, onde mulheres ocupam cargos de liderança ou outros historicamente mais masculinos, além de estimular o crescimento profissional das colaboradoras. "É fundamental valorizar e possibilitar que o potencial feminino possa ser impulsionado", defende. Para Lélia Brun, diretora-superintendente do Sebrae/MT há 3 anos, em um cenário onde há muitas desigualdades, as mulheres desempenham papel fundamental na transformação social.
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jurandir de Oliveira Pires - 08/03/2025
Tem mais mulheres indígenas imprededora.na agricultura familiar .estão avançando mais pra q tenho rendabilidade dentro do próprio território.
1 comentários