'TENTAM ELEGER BANDIDOS' 23.09.2026 | 09h00

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Otmar de Oliveira
Alvo de vazamentos de dois áudios, oriundos de uma conversa com o prefeito de Diamantino, Chico Mendes (União), irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, o candidato ao Senado, José Medeiros (PL), usou suas redes sociais para se pronunciar sobre as polêmicas. Em um longo texto, o político afirma que, até o dia 4 de outubro, data da eleição, “crimes serão cometidos” diante “da eleição mais suja da história”. Além disso, revelou que descobriu há algum tempo, que seria alvo de uma operação policial, algo que, segundo ele, serviria para desestabilizar seu capital político.
A publicação feita no Instagram, próxima a uma carta aberta, Medeiros se direciona ao seu eleitorado, pedindo que fique vigilante diante dos últimos acontecimentos e das movimentações que, segundo ele, teriam como objetivo atingir sua candidatura na reta final da campanha.
“O Mato Grosso está vivendo a eleição mais suja da sua história e o foco de toda a sujeira está na disputa para o Senado [...] Nunca antes o Mato Grosso teve um nível tão baixo de candidaturas ao Senado, com candidatos envolvidos em grandes escândalos de desvios de verbas, ligados aos maiores corruptos do estado e com suplentes envolvidos em fraudes nas CPIs da Covid e do INSS”, escreve.
Na postagem, Medeiros também associa a disputa ao Senado à atuação do STF e afirma que ao “ser escolhido” pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), já saberia dos enfrentamentos que teria pela frente. Segundo o candidato, sua família e sua vida pessoal estariam sendo vasculhadas em busca de elementos que pudessem comprometer sua imagem. Ele sustenta, ainda, que não teria sido encontrado nenhum crime ou ato ilegal relacionado ao seu nome.
“Com certeza isso [perseguição] tem a ver com a importância da eleição para senador, que vai escolher os responsáveis por enfrentar a turma do Alexandre de Moraes no STF, tirar Jair Bolsonaro da cadeia e ajudar o Flávio Bolsonaro a recuperar o Brasil que o PT destruiu”, emenda.
O candidato afirma que passou a ser alvo de uma articulação para uma operação policial e diz ter procurado pessoalmente o ministro Gilmar Mendes, para questionar a situação.
“A última jogada foi tentar articular uma operação contra mim e assim que soube disso, eu fui pessoalmente a Brasília procurar o Ministro Gilmar Mendes e dizer-lhe cara a cara que não tenho nada a temer porque não devo nada. Recebi a informação de que não há nenhuma investigação em andamento envolvendo o meu nome, mas quero reafirmar aqui algo que já disse antes. Se fizerem uma operação contra mim nesta reta final da campanha, eles vão me eleger”, pontua.
O candidato também elevou o tom ao falar sobre a reta final da eleição e afirmou que novos episódios ainda podem ocorrer até 4 de outubro. Medeiros pediu que seus apoiadores mantenham atenção sobre a campanha e classificou o cenário eleitoral como marcado por ataques e disputas em torno das duas vagas ao Senado.
“Nestes últimos dias, peço a você que me acompanha que redobre a vigilância, porque muitos crimes serão cometidos para tentar eleger bandidos e criminosos que querem ir para o Senado, escapar da justiça e trabalhar pelos ditadores de toga”, finaliza.
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