DEU EM A GAZETA 22.08.2026 | 07h00

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Fernando Frazão/Agência Brasil
Mato Grosso registrou queda de 16% no número de candidaturas nas eleições gerais deste ano em comparação com o último pleito, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O percentual, contudo, ainda pode aumentar, já que as candidaturas estão sob análise pela Justiça Eleitoral após o fechamento do período de pré-campanha no início dessa semana. Não só no Estado, a redução ocorre a nível nacional.
Com cargos proporcionais e majoritários na disputa, o estado mato-grossense conta com 441 candidaturas protocoladas em 2026, sendo que nas eleições gerais anteriores foram 525 registros. A queda se reflete nas candidaturas proporcionais, tanto para deputado federal quanto estadual, ao contrário do que ocorre com os nomes que disputam para governo e senado.
Diferente do sistema majoritário, a dinâmica nas eleições proporcionais acaba sendo diretamente atingida com a diminuição de candidatos no estado. Com listas mais enxutas e concentração de votos, a competitividade cresce, já que os concorrentes precisam se esforçar mais para conseguir votação individual expressiva. Em 2026, disputam para federal e estadual 399 nomes, quase cem a menos do que no pleito anterior. Além disso, o fato de 93% dos atuais deputados do Congresso Nacional e da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) tentarem a reeleição indica uma baixa renovação nesses cargos após as votações em outubro.
O mesmo não acontece com a disputa ao governo e Senado, cujos registros foram de seis e dez candidatos em 2026, respectivamente. O número representa um aumento em relação a 2022, em ambas as funções, e a presença de pelo menos uma mulher no páreo, tanto ao governo quanto ao Senado, também é uma novidade, considerando que nos últimos oito anos Mato Grosso tem presenciado um efeito gangorra da participação de mulheres em cargos majoritários.
Enquanto no governo concorre a médica Natasha Slhessarenko (PSD), no Senado competem a deputada estadual Janaina Riva (MDB) e a empresária Margareth Buzetti (PP). Vale destacar que, para este ano, o eleitor irá às urnas para escolher dois nomes ao Senado, em vez de um, como ocorreu no pleito anterior.
Outro fator que ajuda a explicar a redução de candidaturas no estado é o aumento de federações registradas, que foi de três para cinco nessas eleições. Além de Psol/Rede, PSDB/Cidadania e PT/PCdoB/PV, constam no pleito deste ano as federações União Progressista e PRD/Solidariedade. No que tange aos partidos, o PL foi a sigla com maior número de candidatos lançados neste ano, totalizando 38 nomes, seguido pelo PSD, Novo e Podemos, que tiveram 35 cada.
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