Publicidade

Cuiabá, Domingo 18/10/2026

Eleições 2026 - A | + A

DEU EM A GAZETA 18.10.2026 | 07h06

Investigações não ‘pegam’ e candidatos são reeleitos

Facebook Print google plus

Otmar de Oliveira/ GD

Otmar de Oliveira/ GD

Há poucos meses, ao menos cinco candidatos à reeleição nas proporcionais em Mato Grosso foram alvos de investigações conduzidas por diferentes esferas do poder público. Dos cinco investigados, Faissal Calil (PL), Valmir Moretto (Republicanos), Juarez Costa (Republicanos) e Fábio Garcia (União) não só conseguiram se reeleger neste ano, como também tiveram recorde de votos em comparação ao último pleito, de 2022. Já o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) foi o único que não obteve êxito na renovação do mandato.

 

Em junho deste ano, o Jornal A Gazeta produziu uma reportagem em que se propôs a realizar uma análise acerca do risco que ser alvo de uma investigação poderia trazer aos candidatos em ano eleitoral. Mediante gestões de crises efetivas ou a força da consolidação dos mandatos, o Jornal retoma esse tema com o jornalista e marqueteiro político Kleber Lima, agora sob uma perspectiva pós-eleição. ‘As denúncias ou investigações têm um poder muito relacionado à estrutura política do denunciado. Nós tivemos, por exemplo, a grande denúncia deste ano envolvendo o ex-governador e o deputado Fábio Garcia e que não provocaram nenhum efeito prático. Gerou muita pauta política para os adversários, mas não comprometeu o desempenho deles.

 

E eu faço essa relação porque, no caso deles, assim como de Juarez, Moretto e Faissal, eles têm uma estrutura política que deu aos seus eleitores uma segurança. A relação deles com seu eleitorado é baseada em resultado e não em conceito político’, explica Kleber. Com mais de 139 mil votos nessas eleições, o deputado federal Fábio Garcia foi alvo de investigação pela Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal em agosto. O caso, que trata de um suposto esquema envolvendo o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi, ganhou repercussão nacional mediante a apuração de um prejuízo previsto em R$ 308 milhões.

 

Nas urnas, no entanto, Garcia teve um dos melhores desempenhos dentre os demais deputados investigados, obtendo cerca de 41 mil votos a mais em comparação a 2022. Outro reeleito pela bancada federal, Juarez chegou a ser delatado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em junho, mediante um suposto recebimento de R$ 30 milhões e um automóvel em propina. Nas urnas, o deputado renovou seu mandato após receber 83,7 mil votos. ‘O eleitor do Juarez não é um eleitor de opinião, de conceito. É um eleitor de resultado, ele leva emendas da bancada federal para todos os municípios. O que eu acho que a crise pode ter gerado no caso dele é que o desempenho eleitoral ficou tímido. Levando em conta o crescimento do eleitorado, ele ficou no mesmo’, salienta o jornalista.

 

Ou seja, embora tenha ganhado mais votos, o resultado percentual indica que o deputado federal manteve o mesmo desempenho nos dois anos, perto dos 4%. Em março, o Ministério Público solicitou abertura de investigação ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) contra Moretto após o deputado viralizar em um vídeo no qual aparece celebrando contrato de licitação ganho pela empresa na qual sua família mantém vínculo, o que é vedado pela Constituição Federal. Se no último pleito, Moretto obteve 25,2 mil votos, nessas eleições o deputado foi reeleito com 37,6 mil nas urnas.

 

Outro que também se manteve na Assembleia Legislativa foi Faissal, que foi alvo da Polícia Federal em junho, com a deflagração da Operação Gemini. Investigado por suposta prática de lavagem de dinheiro e envolvimento em vendas de sentença no TJMT, o deputado teve em torno de 41 mil votos neste ano, o que corresponde a 10,7 mil a mais do que em 2022, e talvez tenha sido o que melhor se saiu na gestão de crise, na visão do marqueteiro.

 

‘Acredito que, de todos ali, quem tinha a estrutura política menos consolidada era o Elizeu. Ele era um representante mais legítimo da polícia militar e parece que ele perdeu essa base, e não pela denúncia em si, porque a rigor, nenhuma das denúncias foi comprovada. E o Elizeu também foi o que mais teve dificuldades em lidar com essa gestão de crise. Mas eu vou além disso, porque quando a pessoa tem uma base política mais consolidada, todo o resto vira secundário’, diz Kleber.

 

Em abril, Elizeu foi alvo do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), através da Operação Emenda Oculta, que investiga o desvio de recursos em emendas parlamentares. Neste ano, o deputado obteve 17,6 mil votos, mais de 4 mil a menos do que no pleito anterior, e não conseguiu ser reeleito na Assembleia.

 

Leia matéria completa na edição do jornal A Gazeta

Voltar Imprimir

Publicidade

Comentários

Publicidade

Edição digital

Domingo, 18/10/2026

imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
imagem
btn-4

Indicadores

Milho Disponível R$ 66,90 0,75%

Algodão R$ 164,95 1,41%

Boi à vista R$ 285,25 0,14%

Soja Disponível R$ 153,20 1,06%

Publicidade

Classi fácil
btn-loja-virtual

Publicidade

Mais lidas

O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.

Copyright© 2022 - Gazeta Digital - Todos os direitos reservados Logo Trinix Internet

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.