‘PARTIDO NÃO VAI FAZER ISSO’ 08.10.2026 | 07h07
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João Vieira
Questionado sobre a postura do recém-eleito deputado estadual, Ulysses Moraes (Podemos), em relação a prefeitos que não assinaram o manifesto de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), o presidente regional da sigla, deputado Max Russi, rechaçou qualquer tentativa de coação. Durante coletiva nesta quarta-feira (7), o parlamentar defendeu que o alinhamento político deve ocorrer exclusivamente de forma voluntária e democrática.
“É uma posição pessoal dele, né? Não é uma posição do partido. Eu acho que vai ter que dar liberdade para todo mundo. Ele falou que vai conversar, vai convencer. Eu acho que o convencimento é válido”, pontuou Russi.
O líder do Legislativo estadual foi enfático ao diferenciar a busca por apoios através do diálogo e o uso de coerção, descartando medidas de pressão sobre gestores municipais ou servidores públicos.
“A gente tem que conquistar por meio do convencimento, através da pressão, por meio de qualquer forma diferente do convencimento, que, para mim, não é correta. A gente não pode fazer pressão, não pode exigir de ninguém, nem de servidor público, nem de prefeito, e muito menos de qualquer pessoa. Então, eu acho que através do convencimento, através dos argumentos, aí pode ser”, afirmou.
Russi reforçou que a legenda adota uma postura de respeito à autonomia dos agentes políticos e que eventuais cobranças enérgicas não partem de diretrizes oficiais da sigla.
“Agora, a pressão... Eu não acredito e não vou defender isso. E o Podemos não vai fazer isso. Agora, o parlamentar é opinião dele”, concluiu.
Contexto da mobilização
A declaração foi dada no mesmo dia em que Max Russi liderou um ato formalizando a entrega de uma carta suprapartidária com o apoio de deputados estaduais e federais à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno.
O grupo de parlamentares mato-grossenses articula agora ações conjuntas nos municípios, incluindo carreatas e engajamento nas redes sociais, em sintonia com a formalização do apoio nacional do Podemos, prevista para esta quinta-feira (08) em Brasília.
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