CANDIDATOS AO GOVERNO 23.09.2026 | 14h20

redacao@gazetadigital.com.br
Montagem GD
Os candidatos ao governo de Mato Grosso apresentaram estratégias diferentes no horário eleitoral desta quarta-feira (23). Otaviano Pivetta (Republicanos), que concorre à reeleição, concentrou a propaganda no legado da gestão da qual fez parte ao lado do ex-governador Mauro Mendes, com destaque para o agronegócio, a infraestrutura e a agricultura familiar. Wellington Fagundes (PL) direcionou o programa para críticas à política de incentivos fiscais e a problemas na Baixada Cuiabana, enquanto Natasha Slhessarenko (PSD) apresentou propostas para habitação e regularização fundiária.
Pivetta abriu o programa defendendo a continuidade do trabalho desenvolvido nos últimos anos e associou sua candidatura ao crescimento do agronegócio mato-grossense. A propaganda destacou números de exportações, produtividade e investimentos em estradas e na agricultura familiar.
Na propaganda, o candidato destacou que a gestão Pivetta e Mauro construiu 7 mil quilômetros de estradas e investiu R$ 817 milhões na agricultura familiar. O programa também afirmou que Mato Grosso é o estado que mais cresce no país e destacou ações relacionadas à produção e ao escoamento de grãos.
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Na parte de propostas, Pivetta afirmou que pretende investir R$ 1,5 bilhão nos próximos quatro anos, além de construir outros 4 mil quilômetros de estradas, 60 mil casas, 60 escolas e seis hospitais.
“Governar é uma função que exige coragem, experiência e determinação”, afirmou o candidato na propaganda.
O programa também apresentou a pesquisa eleitoral do Paraná Pesquisas e afirmou que o levantamento aponta Pivetta na liderança.
Wellington Fagundes
O programa de Wellington Fagundes adotou um tom mais crítico em relação à atual gestão do governador Pivetta. A propaganda questionou a concessão de incentivos fiscais a grandes empresas e afirmou que 30 grupos empresariais seriam beneficiados com R$ 15 bilhões em incentivos.
A campanha também afirmou que uma das empresas beneficiadas, ligada ao governador, teria deixado de pagar R$ 498 milhões em impostos e questionou se seria justo concentrar esse volume de recursos em um pequeno grupo.
Em seguida, Wellington direcionou o discurso para a Baixada Cuiabana. O candidato afirmou que a população enfrenta problemas relacionados à infraestrutura, segurança e serviços públicos.
Para a região, ele prometeu incentivar a agricultura familiar, reestruturar a Empaer e transformar o Vale do Rio Cuiabá em um polo de produção de hortifrutigranjeiros.
Wellington também apresentou propostas para empresários e pequenos produtores, com incentivos fiscais condicionados a contrapartidas socioeconômicas e ambientais. Entre as medidas citadas estão incentivo ao primeiro emprego, qualificação profissional e crédito para jovens e mulheres.
A peça também citou a participação de Wellington Fagundes no novo Hospital Universitário Júlio Müller, na Usina do Manso e no Novo Mercado do Porto.
Na área de infraestrutura, o candidato prometeu concluir o BRT, pagar a RGA atrasada dos servidores e realizar novos concursos públicos.
A propaganda também citou uma pesquisa Atlas Intel e afirmou que Wellington lidera com 34%.
Natasha Slhessarenko
Natasha Slhessarenko abriu seu programa com a questão habitacional. A candidata relacionou as condições de moradia com problemas de saúde e afirmou que parte da população de Mato Grosso vive sem casa própria ou sem regularização do imóvel.
A propaganda apresentou relatos de moradores e destacou problemas como falta de saneamento, mofo, doenças respiratórias e falta de espaço adequado para as famílias.
“Como médica, praticamente todos os dias eu vejo as consequências de morar mal”, afirmou Natasha.
A principal proposta apresentada foi a construção de 55 mil novas moradias, em parceria com o governo federal, além da criação de uma política habitacional própria para Mato Grosso.
Natasha também prometeu realizar um mutirão de regularização fundiária para pessoas que já possuem imóveis, mas não têm a documentação definitiva. A medida, segundo a campanha, alcançaria áreas urbanas, rurais e periferias.
A candidata ainda afirmou que pretende associar a construção das moradias à implantação de infraestrutura, com pavimentação, saneamento básico, iluminação pública e acesso às localidades.
“Porque desenvolvimento não é apenas construção. Vamos juntos cuidar de gente”, afirmou.
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