DEBATE DA GAZETA 01.09.2026 | 17h47
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João Vieira/GD
Os candidatos Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL), que disputam o cargo de governador de Mato Grosso, trocaram farpas sobre supostos casos de corrupção na condução da superintendência do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Mato Grosso. As falas ocorreram durante e após o debate realizado nesta terça-feira (1º) pela TV Vila Real.
Fagundes, que já vinha sendo alvo de acusações desse tipo pelo governador Otaviano Pivetta, acusou o candidato à reeleição de ter levado para a coordenação da sua campanha Luiz Antônio Pagot, ex-diretor do DNIT, que chegou a ser investigado por um esquema de superfaturamento de R$ 9,374 milhões em obras do programa do Governo Federal chamado CREMA (Conserva, Restaura e Manutenção).
“O candidato Pivetta falou do DNIT. O coordenador da campanha do Pivetta, senhor Pagot, foi exonerado pelo Bolsonaro porque ele foi condenado por corrupção. Então a marca do Wellington é trabalho. Não respondo a nenhum processo e não tenho nenhuma condenação nesses 34 anos de mandato”, afirmou o senador em conversa com a imprensa.
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O governador Otaviano Pivetta negou irregularidades que possam ter sido praticadas por Pagot e disse que o grupo de Wellington é que deve ser responsabilizado por todas as irregularidades ocorridas no DNIT desde o primeiro governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) até o fim do governo de Michel Temer (MDB).
“Não existe nenhuma história que eu saiba do Pagot. Diferente desse senhor aí, que indicou em Mato Grosso, o superintendente do DNIT durante 20 anos. Em todos os governos: Lula 1, Lula 2, Dilma 1, Dilma 2, Temer. E o Bolsonaro veio e salvou o Mato Grosso. Foi por isso que nós conseguimos duplicar a BR-163. Foi a partir da expulsão desse cara do DNIT que nós conseguimos; o governo do Estado conseguiu assumir a BR-163, conseguiu assumir a BR-174. Ele não queria”, afirmou.
Pivetta, referindo-se à Fagundes, disse que toda a “velha política” está junta nesta eleição e que o eleitor terá a oportunidade de “aposentar” os responsáveis pelas crises vivenciadas pelo estado nas últimas décadas.
“E parece que Deus foi muito generoso com Mato Grosso e colocou toda a velha política, colocou a velha política junto. E o povo de Mato Grosso vai ter a oportunidade de se livrar, porque é muito triste eleger políticos jovens de mau caráter que ficam a vida inteira dentro da política fazendo negócio”, disse.
“Nessa campanha, nessa eleição, o povo de Mato Grosso vai ter a oportunidade de aposentar definitivamente muitas ratazanas que deixaram o Hospital Central [parado por] 35 anos, que não fizeram a educação prosperar, que não cuidaram da saúde, que deixaram a população abandonada, os servidores com os salários atrasados”, concluiu.
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