ELEIÇÃO 2026 16.09.2026 | 14h58

fred.moraes@gazetadigital.com.br
Montagem GD
O horário eleitoral desta quarta-feira (16) colocou três estratégias diferentes na disputa pelo governo de Mato Grosso. Otaviano Pivetta (Republicanos) segue na defesa do legado da gestão Mauro Mendes (União Brasil), de quem foi vice-governador, mas agora com números do agronegócio e da infraestrutura. Wellington Fagundes (PL) explorou problemas na educação estadual para apresentar propostas de mudança. Já Natasha Slhessarenko (PSD) concentrou sua propaganda na agricultura familiar, segurança alimentar e apoio aos pequenos produtores.
Pivetta utilizou boa parte do programa para apresentar um balanço positivo dos últimos anos e associar sua candidatura à continuidade da atual gestão. A propaganda destacou Mato Grosso como potência do agronegócio, citando exportações, produção de grãos e etanol de milho, além de investimentos em rodovias e na ferrovia estadual. A campanha afirmou que a gestão construiu 7 mil quilômetros de estradas e destacou os 163 quilômetros da primeira etapa da ferrovia, que terá 740 quilômetros quando concluída.
O candidato também apresentou uma lista de compromissos para um eventual próximo mandato. Entre eles estão mais 4 mil quilômetros de estradas, 60 mil casas, 60 novas escolas e seis hospitais, além de R$ 1,5 bilhão para incentivar a agricultura familiar.
A campanha de Wellington Fagundes adotou caminho oposto. Em vez de explorar os resultados da atual administração, o candidato utilizou uma escola abandonada como símbolo para atacar a gestão estadual. O programa mostrou o relato de uma moradora e afirmou que mais de 100 unidades foram fechadas durante o atual governo. A propaganda também criticou a quantidade de professores temporários e citou investigação do Ministério Público de Mato Grosso sobre a aquisição de materiais didáticos pela Secretaria de Estado de Educação.
Wellington apresentou suas propostas para o setor, prometendo ampliar escolas de tempo integral, ensino técnico e robótica, além de promover inclusão de estudantes autistas e pessoas com deficiência. O candidato também prometeu novos concursos para a educação, pagamento da RGA e abertura das escolas aos finais de semana para atividades esportivas e de lazer.
Natasha, por outro lado, escolheu a agricultura familiar como eixo central da propaganda. A candidata explorou a contradição entre a força econômica do agronegócio mato-grossense e a situação de pequenos produtores que, segundo o discurso apresentado, ainda enfrentam dificuldades para produzir e comercializar. A campanha apontou falhas na assistência técnica, transporte, acesso ao crédito e orientação para organização das propriedades.
Natasha defendeu maior integração entre União, Estado e municípios e prometeu ampliar o crédito rural, além de garantir equipamentos, tecnologia, qualificação e assistência técnica aos agricultores familiares. O programa também vinculou o fortalecimento da agricultura familiar à segurança alimentar e à redução do preço dos alimentos.
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