7 urnas trocadas 04.10.2026 | 13h39

redacao@gazetadigital.com.br
Paulo Pinto/Agência Brasil
O primeiro boletim do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), divulgado às 9 horas, apontou eleições tranquilas em todo o Estado, conforme o monitoramento da Justiça Eleitoral. De acordo com o titular da Secretaria de Tecnologia da Informação, Leon Santos Filho, foram registradas 31 ocorrências no total, sendo sete delas relativas à substituição de urnas eletrônicas. O secretário destacou que nenhuma ocorrência grave foi registrada e que parte dos problemas esteve relacionada a falhas simples de funcionamento, que foram solucionadas com o simples ato de desligar e ligar o equipamento novamente.
"É necessário considerar que nenhuma ocorrência grave foi registrada. Uma parte delas teve relação com o mau funcionamento da urna, problema que foi resolvido com o ato de desligar e ligar novamente a urna eletrônica", pontuou.
Ele também explicou que travamentos no início da votação ou na emissão da zerésima são comuns e contam com procedimentos padronizados.
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"Dentro das ocorrências, a gente tem geralmente algum travamento no início da votação, ou no início da emissão da zerésima. Quando ocorre isso, o que a gente orienta para os mesários e o que eles já são orientados a fazer? Desligar e ligar novamente o equipamento. À luz de algum travamento operacional simples, ela volta a funcionar normalmente. Todo o conjunto de software da urna é preparado exatamente para poder se autorrecuperar", detalhou durante o anúncio do boletim na Sala de Situações de Reuniões do TRE-MT.
A maior parte dos incidentes foi resolvida dessa maneira, enquanto outras questões de natureza técnica exigiram a troca do módulo impressor.
"São questões já previstas, porque a gente tem o mapeamento de todos os problemas que geralmente podem acontecer e os procedimentos operacionais-padrão que são executados pelos técnicos", afirmou.
Para garantir a cobertura em todo o território mato-grossense, foram distribuídas 8.287 urnas eletrônicas nas seções eleitorais, além de mil unidades de contingência.
"São aquelas urnas de reserva para exatamente fazer a substituição. Estão posicionadas nas zonas eleitorais em pontos estratégicos para poder facilitar rapidamente a substituição quando ela é necessária. O envio de urnas, inclusive, foi feito por helicóptero do Exército a locais de terras indígenas, que são de difícil acesso", ressaltou o secretário.
O pleito de 2026 em Mato Grosso seguiu um planejamento estruturado em conjunto com as deliberações do Gabinete de Gestão Integrado (GGI), reunindo forças de segurança como Exército, Marinha, Aeronáutica e Polícia Federal para assegurar a cobertura em áreas isoladas, aldeias indígenas e regiões ribeirinhas.
"Eles dão um apoio gigantesco neste momento em que a gente precisa de recursos e todo o aparato público para esse suporte. A Polícia Federal também é um respaldo nas aldeias e na população ribeirinha. É um parceiro extremamente importante e que coordena todas as forças de segurança dos locais para exatamente fazer esse monitoramento, essa verificação, chegar até os locais de difícil acesso", concluiu.
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