Brasileirão 25.02.2026 | 14h02
Rafael Ribeiro/Vasco
O Brasileirão, desde que consolidou a era dos pontos corridos, é uma verdadeira máquina de moer treinadores. Nesta temporada, dois técnicos já perderam o emprego, e um levantamento com base nas trocas de treinadores desde 2003, quando foi implantado o atual formato de disputa, mostra que a alta rotatividade de comando entre as equipes do G12 é altíssima.
No topo da lista aparece o Vasco, que chegou à impressionante marca de 50 mudanças no cargo com a demissão de Fernando Diniz, após derrota para o Fluminense. Desde 2003, o Cruz-Maltino já foi rebaixado em quatro edições do Brasileirão (2008, 2013, 2015 e 2020), e muitos treinadores não resistem à pressão.
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Na sequência, surge o Flamengo, que, embora viva temporadas de sucesso esportivo e financeiro na última década, conviveu com instabilidade e caos administrativo entre os anos 2000 e 2010. Com 46 trocas, o Rubro-Negro é seguido justamente pelo rival Fluminense, que soma 44. Os dados evidenciam a instabilidade dos gigantes cariocas, mesmo em meio a conquistas expressivas nos últimos anos.
Fora do top 3
O Atlético-MG ocupa a quarta posição, com 42 mudanças, enquanto o Botafogo fecha o top-5, com 41 trocas. Logo depois aparecem Santos e Cruzeiro, ambos com 38 alterações no comando. O Internacional registra 37 mudanças, seguido pelo Corinthians, com 35. Mais abaixo estão Grêmio, com 31 trocas, e São Paulo, que soma 30.
Fechando a lista, aparece o Palmeiras, com 25 mudanças no período, o menor número entre os clubes analisados. Desde outubro de 2020 sob o comando de Abel Ferreira, o Alviverde se consolidou como o exemplo de maior estabilidade técnica no recorte das últimas duas décadas.
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