entenda a situação 17.03.2020 | 15h32
Pedro Martins / MoWA Press
Era o presidente da Uefa, o esloveno Aleksander Čeferin, que tentou até o último instante manter a Eurocopa de 2020.
Čeferin estava encantado com o plano de doze sedes diferentes, em doze países. A organização seguia perfeita.
Os patrocinadores oficiais, Coca Cola, Heineken e Takaeway.com, estavam acertados.
Até que o coronavírus venceu.
Leia também - Campeonato Paulista é paralisado por tempo indeterminado
A Organização Mundial da Saúde deixou claro que a pandemia ainda pode durar. E os países europeus, como a Itália e Espanha, deverão se manter isolados do mundo. Provavelmente por semanas ou até meses.
A Uefa, que é muito mais independente da Fifa do que a Conmebol, teve de recuar. E a Eurocopa foi adiada para 2021.
A Fifa já aguardava essa decisão.
E pressionava a Conmebol para escolher este caminho em relação à Copa América, marcada para a Argentina e Colômbia, também no meio do ano, como a competição europeia.
Vieram os dois avisos simultâneos.
Os dois torneios acontecerão em 2021.
As eliminatórias para a Copa do Qatar também seguirão suspensas.
"Esta é uma medida extraordinária para uma situação inesperada e responde à necessidade fundamental de evitar a evolução exponencial do vírus.
"Não foi fácil tomar essa decisão, mas devemos sempre proteger a saúde de nossos jogadores e de todos os que fazem parte da grande família de futebol da América do Sul.
"Não duvide que o torneio internacional mais antigo do mundo será voltar mais forte do que nunca em 2021", disse o presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez.
A CBF viu com bons olhos o adiamento.
O calendário para a Seleção Brasileira, independente do coronavírus, estava caótico. Muito mal feito.
Sem amistoso algum, já faria sua estreia nas Eliminatórias, contra a Bolívia, daqui dez dias, em Pernambuco. E depois enfrentaria o Peru, em Lima, dia 31.
Tite estava disposto a mudar a dinâmica, a estratégia reativa da Seleção. Jogar à base de contragolpes.
Mas não tinha tempo para treinar, amistosos competitivos para colocar o que pensa, em prática.
A relação da Seleção e a torcida brasileira também estava abalada, desde o vexame da Copa do Mundo da Rússia.
O treinador sabe que precisa de amistosos no país para tentar reaproximar a população da Seleção.
Ele também não desejava a Copa América de 2020, disputada quase que simultaneamente com Olimpíada e Eliminatórias.
Tudo aconteceu como Tite queria.
Cabe agora à direção da CBF ser competente e aproveitar esses adiamentos, essas paradas obrigatórias pela pandemia do coronavírus e trabalhar.
Traçar um novo planejamento até 2022.
De maneira cruel, o destino está ajudando...
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.