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'Neo Química Arena' 01.09.2020 | 10h46

Corinthians comemora 110 anos e confirma 'naming rights' da Arena

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Uma das mais antigas novelas do futebol brasileiro acabou na madrugada desta terça-feira (1º). O Corinthians confirmou na festa pelo aniversário de 110 anos que a empresa Hypera Pharma comprou o direito de dar o nome ao estádio em Itaquera, na zona leste de São Paulo. Nos últimos dez anos, mesmo antes da construção da arena, inúmeras idas e vindas pelos naming rights foram tratadas. Com o negócio fechado, o estádio passará a ser chamar Neo Química Arena, com uma das marcas da empresa farmecêutica.Uma das mais antigas novelas do futebol brasileiro acabou na madrugada desta terça-feira (1º). O Corinthians confirmou na festa pelo aniversário de 110 anos que a empresa Hypera Pharma comprou o direito de dar o nome ao estádio em Itaquera, na zona leste de São Paulo. Nos últimos dez anos, mesmo antes da construção da arena, inúmeras idas e vindas pelos naming rights foram tratadas. Com o negócio fechado, o estádio passará a ser chamar Neo Química Arena, com uma das marcas da empresa farmecêutica.

 

A empresa Neo Química, que foi patrocinadora máster do Timão entre 2010 e 2011, na época de Ronaldo e Roberto Carlos, é a divisão farmacêutica da Hypera, que contém outras marcas em seu portfólio.

 

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O presidente alvinegro, Andrés Sanchez, e o CEO do grupo comprador do naming rights, Breno Oliveira, revelaram o nome em evento transmitido na Corinthians TV, no YouTube - mais de 300 mil pessoas estavam ao vivo no momento do anúncio oficial, à meia-noite. Detalhes sobre os números da parceria não foram anunciados.

 

“Temos dificuldade, temos. Mas a Neo Química será uma grande parceira para a comunidade, para os Corinthians, para todos os brasileiros”, disse Andrés, que não comentou o vazamento do nome horas antes da festa começar.

 

O valor pelo tempo de contrato não foi confirmado mas, nas últimas semanas, dirigentes do clube deixaram escapar que o acordo de 20 anos renderia entre R$ 300 milhões e R$ 350 milhões aos cofres do Corinthians. Há prevista ainda outras formas de lucro para o Timão, como a venda de camarotes corporativos por exemplo. No início do projeto pela venda dos naming rights, o mesmo Andrés Sanchez, então em sua primeira passagem como presidente do clube, falava em R$ 400 milhões.

 

Longo histórico de negociações
Em 2011, quando o Corinthians acertou com a Odebrecht a construção da arena, a obra foi orçada em R$ 820 milhões, a serem pagos com R$ 400 milhões financiados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) via empréstimo da Caixa e R$ 420 milhões sob a forma de CIDs (Certificado de Incentivo ao Desenvolvimento) recebidos da prefeitura paulistana.

 

De lá pra cá, muitas empresas foram especuladas e algumas até tiveram próximas de fechar um acordo: Petrobras, Nike, Emirates e Nestlé estavam em uma primeira leva em 2012. Pouco tempo depois, as empresas do Oriente Médio, Qatar Foundation, grande financiadora da Copa do Mundo 2022, e Etihad Airways, que dá nome ao estádio do Manchester City, na Inglaterra, também entraram no páreo. E nada se concretizou.

 

Com a abertura do Mundial 2014 previsto para o estádio, as conversas começaram com a cervejaria Itaipava, que já havia adquirido os naming rights da Arena Fonte Nova, do Bahia, em Salvador. Também não deu certo. Já mais recentemente, o Bradesco e a Kalunga, histórica patrocinadora do Corinthians nos anos de 1980 e 1990, estiveram próximos. Já em 2020, Emirates, Claro, Samsung e Magazine Luiza foram cogitadas — essa última chegou a desmentir o acordo anunciado por um dirigente.

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