DEU EM A GAZETA 02.06.2026 | 06h56

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Otmar de Oliveira
Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) abre investigação contra a Prefeitura de Cuiabá para apurar pedaladas fiscais superiores a R$ 100 milhões durante o ano passado, envolvendo recursos que deveriam ter sido destinados à Educação. A decisão foi anunciada pelo presidente da Corte, Sérgio Ricardo, após as denúncias feitas pelo ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, durante sessão na Câmara de Cuiabá.
Segundo o conselheiro, os indícios apresentados justificam uma auditoria imediata para verificar a destinação das verbas e eventuais irregularidades na execução orçamentária. O conselheiro também afirmou que a fiscalização será ampliada para todo o estado, diante da constatação preliminar de que, pelo menos, 62% das compras de materiais escolares realizadas pelos municípios ocorreram por meio de aquisição direta, modelo que está sob análise do Tribunal.
“O primeiro objetivo é barrar esse absurdo que está acontecendo. A Prefeitura de Cuiabá já pagou R$ 49 milhões e havia previsão de contratações que poderiam chegar a R$ 159 milhões”, declarou.
O presidente do TCE destacou que os depoimentos prestados por Amauri Monge foram relevantes para direcionar as investigações, por demonstrarem conhecimento detalhado dos processos administrativos. Ele ressaltou ainda que o ex-secretário não pode ser apontado como único responsável pelos atos praticados, uma vez que as decisões dentro da administração seguem uma cadeia de ordens e comandos.
De acordo com Sérgio Ricardo, as denúncias relacionadas à aquisição de materiais didáticos já vinham sendo acompanhadas pela Corte desde 2021. O conselheiro explicou que a abertura de uma investigação mais aprofundada somente ocorreu agora em razão da complexidade dos procedimentos de fiscalização, que exigem estudos, coleta de documentos e análise de indícios acumulados ao longo dos anos.
“Estamos recebendo muitas denúncias de professores, diretores e profissionais da educação de diversas escolas e podemos garantir que há um sistema totalmente viciado que está malversando dinheiro público e desviando recursos que deveriam beneficiar os alunos”.
Questionado sobre as possíveis consequências caso as irregularidades sejam confirmadas, o presidente do TCE-MT afirmou que gestores envolvidos em pedaladas fiscais podem sofrer diversas sanções administrativas e legais, embora tenha evitado antecipar conclusões sobre o caso de Cuiabá.
Outro lado
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Cuiabá informou que cumpriu e superou o percentual mínimo constitucional de investimentos em Educação, alcançando aplicação de 26,1% das receitas vinculadas ao setor. Segundo a administração municipal, os valores mencionados por Amauri Monge referem-se a restos a pagar, mecanismo previsto na legislação e regulamentado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), não configurando pedalada fiscal.
Leia a reportagem completa na edição de A Gazeta
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Sebastião da Silva Mota - 02/06/2026
Precisamos valorizar nos profissionais , a Secretaria de Estado de Educação tem muitos profissionais competentes. As instituições formadoras, UFMT e UNEMT têm doutores no assunto. Solicita apoio e faz uma investigação rigorosa para melhorar o investimento no ensino e na qualidade da educação.
Sebastião da Silva Mota - 02/06/2026
O presidente do Tribunal precisa usar a cartilha do FUNDEB e uma equipe super capacitada para nortear sua fiscalização e auditoria. Os livros didáticos , os uniformes, kits de materiais didáticos, pagamento de pessoal sem formação adequada para atuar no espaço escolar, enfim, a UFMT, a UNEMAT tem vários professores que poderiam subsidiar neste assunto. Pela fala do Presidente dá entender que falta conhecimento da legislação vigente. Já que vai fazer um auditoria que faça no rigor da legislação atual.
2 comentários