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adaptação 11.08.2020 | 09h26

Domènec Torrent precisará ser firme com craques do Flamengo de vez em quando

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Alexandre Vidal/CRF

Alexandre Vidal/CRF

Um detalhe curioso chamou atenção na vitória do Atlético-MG sobre o Flamengo por um a zero, no Maracanã, no domingo (9), na abertura do Brasileirão 2020: as decisões de Bruno Henrique e Gabigol de concluir para o gol – e não conseguir marcar – nos momentos em que o companheiro de ataque estava bem melhor posicionado.

 

No mais emblemático desses lances, Bruno Henrique chutou na trave, sem ângulo, enquanto o colega esperava o passe, sem goleiro, quase na linha do gol. Em outros menos destacados, foi a vez de Gabigol preferir a conclusão ao passe para o colega em posição privilegiada.

 

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A atitude supostamente “fominha” da dupla viralizou nas redes sociais, com críticas duras de rubro-negros indignados.


“Bruno Henrique e Gabigol devem ter saído na mão (brigado) nos treinamentos. Não é possível”, tascou um deles no Twitter, entre centenas de outras reclamações. “O Flamengo perde uma oportunidade atrás da outra porque Bruno Henrique e Gabigol estão muito fominhas: um não passa a bola para o outro quando o parceiro está melhor colocado”, lamentou outro.

 

Os protestos foram tão enfáticos, inclusive nas contas do Bruno Henrique, que o atacante sentiu necessidade de se justificar, “assumir o erro” e pedir desculpas a Gabigol e ao elenco pela “escolha errada”, logo após o jogo, pelo Instagram.

 

“Só deixar um recado para aqueles que estão me enviando mensagens e achando que tenho algo contra o Gabriel. Não tenho nada contra ele. Só tive uma escolha errada no lance dentro do jogo. Poderia ter tocado e escolhi finalizar. Assumo meu erro. Peço desculpa ao Gabriel e ao grupo se fiz a escolha errada”, postou BH, com correção.


Em 2019, a movimentação constante, a troca de posições e o elogiável desprendimento para acionar o parceiro melhor colocado em lances de gol formaram o tripé das excelentes temporadas de BH e Gabigol. A ponto de ser difícil definir qual deles foi mais importante para a coleção de títulos feita pelo Flamengo no período.

 

Até agora não há motivo, ao menos aparente, para desconfiar da versão de BH e acreditar ter havido algum arranhão na amizade entre os dois.

 

Mas são grandes jogadores, estrelas e, com tanto sucesso, esse tipo de comportamento “fominha” pode surgir até mesmo por dispersão e sobra de confiança, independentemente de ter havido rusga, ciúme ou algo do tipo.

 

A questão é que, nos tempos de Jorge Jesus, o técnico português, sempre elétrico e atento à beira do campo, chegava junto e corrigia a situação na primeira situação desse tipo – e BH, Gabigol ou quem desse de “fominha” acertava logo o passo.

 

JJ é extremamente carinhoso com os atletas, e as declarações unânimes dos jogadores rubro-negros à sua saída confirmam a característica do português. Mas isso não o impede, como muitas vezes se viu, de “chamar a turma na responsa” com dureza quando necessário.

 

Pelo que se diz dele e o que demonstrou na sua estreia no Brasil, o novo técnico do Flamengo, o catalão Domènec Torrent, é claramente mais contido dentro e fora de campo do que JJ, menos midiático e com carga de vaidade aparentemente bem menor.

 

Torrent precisará se convencer do seguinte: em alguns momentos, será obrigado a superar seu comportamento polido para enquadrar, no bom sentido, BH, Gabigol e as outras feras do elenco rubro-negro.

 

Jogadores brasileiros, mesmo os melhores, mais experientes e informados, com experiência na Europa ou em outros países, precisam muito disso em determinadas situações.

 

A descoberta de quando e, sobretudo, da maneira de fazer isso parece se anunciar desde já, para Torrent, como um dos pontos fundamentais de divisão entre o sucesso e uma passagem apenas comum pelo clube mais querido do país.

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