APOSENTADORIA 24.02.2026 | 09h28
Reprodução/X/@oocbrsao
A frase ecoou como um apito final antecipado. Em entrevista recente à CazéTV, Neymar Jr. não usou os dribles habituais para fugir da pergunta sobre o futuro: “Pode ser que chegue em dezembro e eu queira aposentar. Vai ser do meu coração”. Aos 34 anos, o homem que carregou o peso de ser o “sucessor de Pelé” por quase duas décadas admite, pela primeira vez com clareza, que o corpo e a mente podem estar pedindo o descanso definitivo após a Copa do Mundo.
Se as luzes se apagarem para o craque santista em dezembro de 2026, o impacto não será medido apenas em gols ou assistências, mas em um vácuo de identidade que o futebol brasileiro levará anos para preencher.
O Abismo Técnico e a “Órfã” Seleção
No campo, a aposentadoria de Neymar representa a perda do último expoente do “futebol de rua” elevado ao nível de elite global. Mesmo com a ascensão de Vinícius Jr. e Rodrygo, nenhum jogador brasileiro atual centraliza tanto o jogo quanto ele.
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Sob o comando de Carlo Ancelotti, Neymar tornou-se o “camisa 10 clássico”: corre menos, mas pensa o jogo em uma velocidade que o resto do mundo ainda não alcançou. Sem ele, a Seleção Brasileira perde seu fator de imprevisibilidade e seu porto seguro técnico. O “Plano N” sempre foi a solução para os momentos de crise; sem ele, o Brasil terá que aprender a ser um time coletivo por obrigação, não por escolha.
O Terremoto Econômico na Vila Belmiro
Para o Santos, o impacto é financeiro e espiritual. Desde seu retorno em 2025, após a rescisão com o Al-Hilal, o clube viveu um renascimento.
Aproveitamento: Com Neymar, o rendimento do Peixe salta de 42% para 68%.
Marketing: O clube bateu recordes de patrocínio e venda de camisas, estabilizando contas que pareciam impagáveis após o rebaixamento anos atrás.
A possível saída de cena de Neymar deixa o Santos diante de um desafio que parece impossível: como manter a relevância comercial de um gigante sem sua maior estrela cadente?
O Legado de um Incompreendido
Se confirmada, a aposentadoria de Neymar ao fim deste ano trará o fim de uma polarização exaustiva. Para uns, ele foi o gênio que não atingiu o topo do mundo (a Bola de Ouro) por detalhes e lesões cruéis. Para outros, uma promessa que se perdeu entre o “extra-campo” e a ostentação.
O fato é que, estatisticamente, ele pode se despedir como o maior artilheiro da história da Seleção (superando Pelé em números oficiais da FIFA) e como o último jogador capaz de parar um país inteiro apenas para vê-lo tocar na bola. Se 2026 for realmente a “Última Dança”, o futebol brasileiro não estará perdendo apenas um jogador; estará perdendo o seu último grande protagonista.
Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Rec
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