COLAPSO NA EDUCAÇÃO 28.05.2026 | 11h21

pablo@gazetadigital.com.br
Câmara de Cuiabá
O ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, denunciou a gestão do prefeito Abilio Brunini (PL) por ter cometido uma pedalada fiscal de mais de R$ 100 milhões durante o ano passado, retirando recursos da Educação. Também afirmou que deixou a secretaria por causa do ‘colapso’ na área educacional.
A declaração ocorreu nesta quinta-feira (28), na tribuna da Câmara de Vereadores de Cuiabá, após convite para falar da denúncia feita pelo prefeito de que haveria um superfaturamento de R$ 80 milhões em aquisição de livros.
“Não podemos deixar que esse assunto seja uma cortina de fumaça para o que aconteceu e está acontecendo na Educação. No ano passado, nós cumprimos os 25% constitucionais de aquisições na educação, só que o dinheiro não foi para lá. Foi uma pedalada de mais de R$ 100 milhões e que está inclusive documentada na Comissão de Educação, com o vereador Mário Nadaf (PV), com a vereadora Michelly (União) e com o vereador Daniel Monteiro (Republicanos), pelo secretário Bussiki, pelo contador-geral do município, o Éder. Está lá mais de R$ 100 milhões que deveriam ter ido para a educação no ano passado e não foram. Só que eu não deixei de cumprir os 25% constitucionais obrigatórios para que o prefeito não fique jamais inelegível”, disse em seu discurso.
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Amauri Monge ainda disse que é sua obrigação dizer que foram pedaladas fiscais de R$ 100 milhões de dívidas do ano passado. E que isso colocou em risco "empresas sérias que forneceram para a prefeitura e que estão correndo risco de falência".
Pedalada fiscal consiste na destinação de recursos para fim distinto do original. Ou seja, em documento os R$ 100 milhões deveriam ser gastos com a educação, mas foram encaminhados para outras despesas sem autorização prévia.
“E eu tenho tudo isso documentado com o secretário Bussiki, porque eu faço gestão. Eu mostrei detalhadamente que nós tínhamos recebido de Fundeb, das verbas reais do governo federal”, pontuou.
O ex-secretário ainda disse que não deixou a secretaria para ajudar na campanha do ex-secretário de Estado de Educação, Alan Porto. O motivo real foi que saiu por causa do colapso na administração da Capital. A declaração cai como uma bomba na administração de Abilio Brunini, e deverá gerar reação dos parlamentares e dos órgãos de controle.
Outro lado
O
procurou a assessoria de imprensa do prefeito, que afirmou que se manifestará em breve.
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