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Cuiabá, Quinta-feira 16/04/2026

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EXCLUSIVO 16.04.2026 | 18h55

Presidente da CBF desembarca em Cuiabá com federação em crise

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Oliveira Júnior

redacao@gazetadigital.com.br

Reprodução

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O presidente da CBF Samir Xaud, desembarca na tarde dessa sexta (17) em Cuiabá, para a sua primeira visita oficial, desde a polêmica eleição da nova diretoria da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), que guindou o advogado Diogo Pécora ao cargo, após decisão judicial que impediu a terceira reeleição de Aron Dresch.


Desafeto de Xaud, por ter votado contra a sua eleição na CBF, Dresch deixou a FMF mediante afastamento determinado pela Justiça e, depois terminou abrindo mão de sua candidatura, ao ser demovido pelo grupo da própria CBF, liderado por Francisco Mendes, atual vice-presidente e filho do Ministro do STF, Gilmar Mendes. A empresa dos Mendes mantém contrato com a CBF, o IDP, que comanda entre outros eventos, os cursos da entidade.


Xaud chega à Cuiabá nesta sexta, coincidentemente na reta final da Fifa Series – torneio de futebol feminino com a presença da seleção brasileira, dado à capital mato-grossense como um “prêmio de consolação”, após ser retirada como sede da Copa do Mundo de 2027, da qual foi preterida. O mandatário é esperado às 15h na sede da FMF, agora presidida por Pécora, que tenta se explicar sobre algumas pendências financeiras da entidade.


Após A Gazeta denunciar atraso no pagamento dos árbitros e até da premiação dos clubes que disputaram o Estadual, Pécora divulgou nota oficial, tentando desacreditar a publicação exclusiva.


É falsa a afirmação do presidente de que a entidade não devia a cota de tevê dos clubes, premiação e a arbitragem.


A Gazeta apurou que algumas dessas pendências citadas numa série de reportagens especiais publicadas durante a semana passada, só foram pagas, em parte, após as denúncias recebidas, apuradas e publicadas nas edições que levantaram a crise interna na entidade, confirmando assim a veracidade das notícias veiculadas com exclusividade.


Transmissões ao vivo


Durante o Mato-grossense desse ano a FMF, seguindo orientação da CBF, contratou uma empresa do Nordeste para transmitir os jogos ao vivo pelo Youtube, cujos narradores e repórteres nada sabiam sobre o futebol regional e narravam as partidas a distância. Para informar as escalações dos clubes, substituições, gols, etc, os delegados da FMF (responsáveis por todo o trabalho de bastidores do jogo) eram obrigados a ficar informando o representante da empresa pelo celular, sem nada receber por isso, o que atrapalhava a atuação desses profissionais a beira do campo. As informações eram repassadas para uma pessoa identificada como Yure Seabra, que inclusive transmitiu Cuiabá x Porto Vitória, na quarta-feira, pela Copa Verde.


Os árbitros que atuaram na reta final do Estadual, só receberam as taxas até as semifinais, que estavam pendentes, mas os valores referentes aos dois jogos decisivos ainda não foram repassados.


A FMF tentou desacreditar as denúncias, pagando publicação de material de assessoria em alguns sites da Capital, sem sucesso, porque só A Gazeta comprovou a existência das dívidas. Uma delas, com a arbitragem, que apontava atraso nos pagamentos das competições de base e desde as semifinais do Mato-grossense da Primeira Divisão desse ano, foi confirmada pelo próprio presidente da Comissão Estadual de Arbitragem da FMF, Maurício Aparecido Siqueira, em entrevista exclusiva.


Em nota oficial, postada no começo da tarde de um sábado (4), a FMF admitiu atraso na premiação. “Esclarecemos que os clubes foram devidamente informados sobre a tratativa relacionada à premiação do campeonato. Nunca houve omissão da Federação sobre esse tema, com a federação atuando para que os clubes recebam a premiação dentro do prazo estipulado pela empresa”, escreveu a FMF.


A FMF negou falta de apoio para a Segunda Divisão e o ‘esvaziamento’, mas esqueceu de citar que 6 clubes desistiram da competição, conforme anunciado no próprio site da entidade, após reunião dos clubes.


O atraso no pagamento da cota de TV, em contrato obscuro, não revelado com a TV Centro América, a FMF alega que pagou o que devia -metade do valor -, mas somente após a veiculação da denúncia de A Gazeta.


Sobre as demissões de funcionários e a falta de recursos, o presidente Diogo Pécora, que assina a nota, alegou que “ao assumir a entidade, a atual gestão encontrou a necessidade de promover adequações no fluxo de caixa da Federação, dentro de um processo responsável de reequilíbrio administrativo e financeiro. Esse trabalho foi realizado com planejamento e eficiência”.


Sobre os atrasos nas taxas de arbitragem, Pécora responsabilizou Aron Dresch e Luciano Hocsman - então interventor -, que o antecederam, mas admitiu a dívida. “A administração em curso vem adotando desde o início, providências para quitar pendências herdadas da gestão anterior, promovendo saneamento financeiro e reorganização gradual das obrigações existentes, já tendo iniciado os pagamentos”.


Pécora revelou que “a FMF recebeu verba da CBF para apoio ao custeio das competições estaduais, com direcionamento à realização da 1ª Divisão e da 2ª Divisão no primeiro semestre e da Copa FMF no segundo semestre”, o que não justificaria a desistência de seis clubes da segundona, e, confirmou o que A Gazeta denunciou no ano passado: a barganha de alguns clubes em troca de voto, por reformas em seus estádios.


“O Projeto Palcos do Futebol, da CBF viabilizará melhorias em diversos estádios até o final do ano”, escreveu.


Pécora só não citou uma linha sequer sobre a situação jurídica da FMF, que até poucos dias atrás ainda era administrada pelo interventor Luciano Hocsman, da Federação Gaúcha. Isso porque a ata da eleição ocorrida em novembro, ainda não havia sido registrada em cartório. Sem o documento, Pécora não podia sequer assinar documentos ou movimentar contas bancárias, funções que eram acumuladas por Hocsman, inclusive responsável pelos últimos pagamentos.


Por fim, falta a FMF esclarecer sobre a entrega dos carros elétricos da marca BYD aos clubes campeão e vice do Mato-grossense desse ano. A marca da montadora chinesa foi divulgada pela entidade durante toda a competição, mas os carros não foram entregues até agora – mais de 30 dias depois do encerramento da competição.

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