'ACABA COM A FONTE DE SOBREVIVÊNCIA' 03.11.2026 | 14h58
Reprodução/Instagram
Representantes de grandes clubes brasileiros como Flamengo e Fluminense estiveram, na manhã desta terça-feira, em audiência pública com o Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux, relator de ações contra a medida provisória que proíbe as bets no País, para defender o retorno das casas de apostas ao mercado.
Em setembro, o Governo Federal publicou uma Medida Provisória que veta a ‘exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de loterias de apostas de quota fixa no território nacional'. Para se tornar definitiva, a proibição ainda será votada no Congresso.
Clubes da elite do futebol brasileiro protestaram nas últimas semanas e enviaram representantes para a sessão desta terça-feira.
Leia tambpem - Ingressos da venda geral à final da Libertadores esgotam em 20 minutos
‘O drama de uma família endividada não pode ser maior do que o drama de uma família que vai sofrer os efeitos do desemprego, que é o que vai acontecer na cadeia do futebol, principalmente nas agremiações menores com essa perda de receita', discursou Mattheus Reis e Montenegro, presidente do Fluminense.
Segundo a discursar para Luiz Fux, Montenegro assegurou que o clube carioca perderá R$ 200 milhões de receitas em um ano com o fim definitivo das bets.
O representante do clube tricolor ainda adotou um discurso de defesa das equipes com menor arrecadação no futebol do Rio de Janeiro.
‘O ponto que me chamou atenção é que ouvi muito se falar sobre o drama das famílias, o drama do endividamento. Isso é verdade, o Fluminense não nega isso. Só que também existe um drama do desemprego. O que os clubes vão fazer se a receita acabar?', questiona.
‘Mexer com essa MP vai no coração de todos os clubes, acaba com a principal fonte de sobrevivência', acrescenta.
Antes de Montenegro, Flávio Willeman, vice-presidente geral do Flamengo, discursou para atacar a Medida Provisória. De acordo com o representante rubro-negro, toda a estrutura do clube será comprometida, incluindo outras modalidades.
‘O Flamengo possui mais de 1.200 empregados que poderão ser comprometidos com a queda de aproximadamente R$ 430 milhões de receitas anuais com futebol e esportes olímpicos', assegurou.
Willeman também usou como argumento os contratos firmados pelo futebol profissional, sem citar casos específicos. O Flamengo, recentemente, pagou mais de R$ 315 milhões para repatriar Lucas Paquetá, na maior transferência da história do futebol nacional.
‘Foi com base nesses contratos que o Flamengo planejou a sua estrutura financeira para os anos seguintes. O Flamengo se organizou financeiramente para os quatro ou cinco anos com base nos contratos assinados de acordo com a legislação vigente', explicou.
‘O Flamengo contraiu obrigações financeiras com atletas e empregados com base nesses contratos. O Flamengo acreditou que o Brasil regulou as apostas', encerrou.
Na abertura da sessão desta terça-feira, o Ministro Luiz Fux defendeu que as casas de apostas sejam banidas do território nacional.
Fux assumiu a relatoria do caso por prevenção, porque já conduz ações que questionavam as leis que regulamentavam as apostas online.
Publicidade
Publicidade
Milho Disponível
R$ 66,90
0,75%
Algodão
R$ 164,95
1,41%
Boi à vista
R$ 285,25
0,14%
Soja Disponível
R$ 153,20
1,06%
Publicidade
Publicidade
O Grupo Gazeta reúne veículos de comunicação em Mato Grosso. Foi fundado em 1990 com o lançamento de A Gazeta, jornal de maior circulação e influência no Estado. Integram o Grupo as emissoras Gazeta FM, FM Alta Floresta, FM Barra do Garças, FM Poxoréu, Cultura FM, Vila Real FM, TV Vila Real 10.1, TV Pantanal 22.1, o Instituto de Pesquisa Gazeta Dados e o Portal Gazeta Digital.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a devida citação da fonte.