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Cuiabá, Quinta-feira 14/05/2026

Judiciário - A | + A

ASSASSINATO DE PM 14.05.2026 | 09h00

Ao vivo - Ruiz pediu arma no batalhão para fazer seu deslocamento do trabalho até sua casa

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Divulgação/TJMT

Divulgação/TJMT

Atualizada às 10h24 - Durante o júri popular do investigador Mário Wilson, o sargento da Polícia Militar, Eder Caetano, explicou o funcionamento do controle de armamentos dentro da corporação e rebateu a suspeita levantada pela defesa sobre possível adulteração de documentos relacionados à cautela de uma arma calibre 38. Segundo Caetano, Thiago de Souza Ruiz solicitou a arma para fazer o seu deslocamento de Acorizal para Cuiabá - de Cuiabá para Acorizal, após os turnos de trabalho. 

 

Segundo o militar, o relatório diário possui caráter estritamente militar e oficial, tendo inclusive mais valor jurídico do que a própria escala de serviço. Conforme relatado, a escala apenas prevê quais policiais devem comparecer ao trabalho, enquanto o relatório registra oficialmente os fatos ocorridos durante o plantão.

 

“O documento utilizado em eventual investigação é o relatório diário, não a escala”, afirmou o sargento durante depoimento.

 

Ainda conforme a testemunha, o revólver calibre 38 fazia parte do quadro de armamentos da Polícia Militar e teve cautela regularmente autorizada pelo comandante do núcleo após solicitação do cabo Ruiz. O armamento foi entregue com sete munições e a retirada registrada oficialmente no documento do dia 26 de abril de 2023.

 

O sargento explicou que, em algumas situações, policiais solicitavam cautela de arma para fazer o deslocamento até suas residências. No caso de Ruiz, que morava em Cuiabá, ele costumava viajar fardado, porém desarmado. Por isso, pediu autorização para utilizar o revólver durante o trajeto até a capital.

 

A testemunha afirmou ainda que não houve tempo hábil para formalizar nova cautela no dia seguinte, já que o crime ocorreu em 27 de abril. Segundo ele, o procedimento foi devidamente assinado tanto por quem entregou quanto por quem recebeu o plantão.

 

Durante o depoimento, o militar também negou qualquer tentativa de “esquentamento” de documento, hipótese levantada pela defesa de Mário.

 

Outro ponto debatido durante a audiência foi o estado de conservação da arma apreendida, que estava sob custódia da Delegacia de Homicídios (DHPP) até a data do julgamento. Conforme o sargento, o revólver possuía vestígios do brasão da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), localizado próximo ao tambor da arma, mas a marca estaria parcialmente encoberta por ferrugem.

 

Ao ser questionado pelo Ministério Público sobre o desgaste, o militar afirmou que o padrão observado chamou atenção. Segundo ele, a ferrugem normalmente se espalha por toda a arma quando há falta de manutenção, o que não ocorria naquele caso específico.

 

“É, no mínimo, curioso”, afirmou o sargento ao mencionar que a oxidação estava concentrada justamente na região onde deveria aparecer o brasão da PMMT.

 

Apesar disso, ele ressaltou que, enquanto esteve sob responsabilidade da PM, a arma passava regularmente por manutenção, desmontagem, limpeza e testes, permanecendo em perfeitas condições de uso.

 

Atualizada às 9h46 - O júri popular do investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, acusado de matar a tiros o policial militar Thiago de Souza Ruiz, entra no terceiro dia nesta quinta-feira (14), em Cuiabá. A sessão começou 9h. Acompanhe ao vivo no link abaixo. 

 

Ministério Público trouxe o sargento da Polícia Militar, Éder Caetano, comandante do batalhão de Acorizal, unidade em que Ruiz era lotado na época dos fatos. O militar foi arrolado para prestar esclarecimentos sobre uma arma calibre 38 que estaria em posse de Ruiz e que, conforme apontado durante a sessão, pertenceria ao batalhão da corporação.

 

A defesa do réu questionou a oitiva e também solicitou a convocação do coronel Paccola para prestar esclarecimento no julgamento. O Ministério Público se manifestou contrário ao pedido, argumentando que o oficial não possui relação direta com o caso nem com a custódia da arma mencionada durante o júri.

 

Além disso, o MP destacou que Paccola responde a processo por homicídio e deverá ser submetido a júri popular futuramente. A acusação também apontou que o coronel é cliente de um dos advogados de defesa, fato negado pela defesa de Mário.

 

Apesar da manifestação contrária do Ministério Público, os jurados aprovaram a convocação do coronel Paccola para prestar depoimento no julgamento.

 

Terceiro dia

 

Nesta quarta-feira (13), foram ouvidos o delegado da Polícia Civil José Ricardo Garcia Bruno, além de três testemunhas arroladas pela defesa: Guilherme Bertoldi, André Monteiro e Guilherme Facinelli, todos delegados de polícia.

 

Já na terça-feira (12), prestaram depoimento a ex-convivente da vítima, Walkíria Filipaldi Corrêa; o delegado plantonista da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no dia da ocorrência, André Eduardo Ribeiro; além de Gilson Vasconcelos Tibaldi de Amorim Silva e Walfredo Raimundo Adorno Mourão Júnior, que estavam presentes no momento do crime.

 

O Ministério Público solicitou a oitiva de uma nova testemunha, que foi intimada e deve ser ouvida nesta quinta-feira. Também pode ser ouvido ainda hoje o réu, antes de o rito processual seguir para a fase de debates entre acusação e defesa.

  

A audiência é conduzida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da 4ª Vara Criminal da Capital.

 

A acusação é feita pelo promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins, com assistência do advogado Rodrigo Pouso. A defesa do réu é representada pelos advogados Cláudio Dalledone e Renan Canto.

 

Assista ao vivo:

 

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