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Cuiabá, Quarta-feira 13/05/2026

Judiciário - A | + A

morte em conveniência 13.05.2026 | 18h32

Delegado foi ao local 'ver o que era' ao receber ligação de investigador; assista

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Alair Ribeiro/TJMT

Alair Ribeiro/TJMT

Após nova pausa, a sessão de júri popular foi retomada com depoimento do delegado Guilherme Bertoli, chefe imediato do investigador Walfredo Raimundo Adorno Mourão Junior, testemunha do assassinato do policial militar Thiago de Souza Ruiz. Ele também era superior de Mario Wilson, réu pelo crime. Logo após a confusão que culminou na morte da vítima, o delegado Bertoli foi chamado por Mario e compareceu ao local com vestes informais: camiseta, bermuda e chinelos. Era de madrugada.


O delegado foi questionado pelo promotor Vinícius Gahyva Martins sobre o que foi fazer no local, já que não era sua competência investigar o crime atribuído à Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).


Por sua vez, o policial disse que foi ao local “ver o que tinha acontecido”, mas não iria investigar. O delegado afirmou que era comum o subordinado ligar fora do expediente e, por isso, atendeu.

 

Durante depoimento, há conflitos constantes entre o delegado e o promotor, que chega a repreendê-lo pelo tratamento informal.

 

"Eu fui lá, peguei ele [Mario Wilson] e levei à delegacia. O senhor [promotor] queria o quê Que eu desse fuga a ele? Eu fiz o que era certo e o levei para a DHPP", disse a testemunha Bertoli.

 

"Eu poderia ter feito o flagrante dele, mas passei para a delegacia competente", disse a testemunha. Há bate-boca entre o delegado e o promotor, que diz: "não vou questionar onde o senhor estudou e seu conhecimento jurídico". Para ele, Bertoli não deveria estar no local, já que não investigaria o caso.

A sessão foi encerrada por volta de 19h e será retomada na manhã de quinta-feira (14).

O caso

O Tribunal do Júri tem o policial civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves como réu pela morte do policial militar Thiago de Souza Ruiz em uma conveniência na Praça do Choppão, em Cuiabá, em abril de 2023. A sessão é presidida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, da Quarta Vara Criminal da Capital.

 

A denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), recebida pelo magistrado, aponta homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. O crime chocou a população devido à participação direta de dois agentes da segurança pública do estado.

 

O homicídio ocorreu durante a madrugada, quando Thiago chegou ao estabelecimento com um amigo. Na sequência, chegou ao local o investigador Mário Wilson, que foi apresentado ao PM. Os dois chegaram a interagir e conversar antes do crime.

 

Em determinado momento, o PM mostra a arma que trazia na cintura. O investigador alegou na época que não acreditou que a vítima fosse realmente um policial militar. Imagens de câmera de segurança mostraram o momento em que Márico Wilson toma o revólver da vítima e efetua os disparos. O PM morreu na hora.

 

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