30.01.2017 | 16h13
(Atualizada ás 19h15) O ex-assessor especial da Secretaria de Estado de Educação, Fábio Frigeri, compareceu na tarde desta segunda-feira (30) a sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para prestar novos depoimentos em investigações abertas em decorrência da Operação Rêmora.
Frigeri evitou falar com a imprensa após permanecer mais de duas horas prestando depoimento aos promotores de Justiça.
Otmar de Oliveira/A Gazeta![]() Fábio Frigeri se recusou a falar com a imprensa. Defesa nega que seja o cobrador da propina. |
A defesa conduzida pela advogada Michele Marie revelou que a necessidade do depoimento se deu em razão das declarações do empresário Ricardo Sguarezi de que pagou propinas que somam R$ 236 mil a Frigeri para suas empresas, Aroeira e Relumat, a receber pelos serviços prestados a Secretaria de Educação.
No entanto, assegura que seu cliente não recebeu nenhum tipo de propina, o que poderia configurar em corrupção passiva. O principal argumento é que não há provas que possam incriminá-lo.
“O Ricardo Sguarezi apresentou cheques que seriam propina, mas são da empresa dele e nominados a elei mesmo, o que faz cair por terra que qualquer acusação neste sentido. Mais do que acusar, o Ministério Público tem como função buscar a verdade dos fatos. Por isso, solicitamos que o Banco do Brasil seja acionado para prestar as informações”, disse.
A defesa ainda afirma que não vê fundamento na denúncia atribuída a Fábio Frigeri de que seria o responsável em recolher propina dos empresários. “Esperamos que acabe essas denuncias infundadas feitas simplesmente para barganhar por Justiça. Em momento algum houve recebimento de propina”, afirma.
Questionada a respeito da possibilidade de Frigeri firmar termo de colaboração premiada com o Ministério Público Estadual (MPE) para reduzir a pena numa eventual condenação, a defesa nega que alguma negociação tenha sido feita.
“Isso é desnecessário. Tudo o que poderia ser esclarecido já foi”, ressalta.
Considerado aliado do ex-secretário de Educação Permínio Pinto, Fábio Frigeri é considerado peça chave no esquema fraudulento. De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), sua responsabilidade seria receber as propinas das empresas que prestavam serviços a Secretaria de Educação e ainda figura como favorecido de quantias em dinheiro.
Ao lado dos ex-superintendentes de Infraestrutura Escolar Wander Luiz dos Reis e Moisés Dias, Fábio Frigeri é suspeito de atuar dentro da organização criminosa como integrantes do núcleo de agentes públicos, pessoas que estariam encarregadas de agilizar e viabilizar as fraudes no âmbito da administração pública mediante recebimento de propina.
Os três são réus numa ação penal em andamento na 7ª Vara Criminal de Cuiabá e respondem pelos crimes de constituição de organização criminosa, formação de cartel, corrupção passiva e fraude a licitação.
De acordo com o Gaeco, levando-se em conta as imputações contidas na denúncia, as penas que poderão ser aplicadas aos empresários variam individualmente de 24 a 58 anos de reclusão. No total, são 22 acusados de participar do esquema de corrupção.
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