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7 fugas da cadeia em 4 anos 15.06.2026 | 16h22

Feminicida é acusado de estupros e vítima era testemunha em um deles

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Chico Ferreira/Reprodução

Chico Ferreira/Reprodução

Jonadabe Pereira Santos, 34, tem vasta ficha criminal e acumula sete fugas da prisão em um intervalo de quatro anos. Há ao menos dois processos em que o preso é investigado por estupro contra uma menina de 10 anos e outra de cinco, sendo nesta última a esposa Ana Claudia dos Santos Veiga, 22, citada como testemunha. A mulher foi morta por ele no sábado (13), com golpes de facão.


Segundo a decisão que converteu a prisão em flagrante em preventiva, o criminoso tem processos em andamento e condenações por variados crimes, entre eles furto, roubo, porte ilegal de arma, corrupção de menores e violência doméstica. As penas somadas chegam a 13 anos de reclusão, cumpridos em regime semiaberto e com término previsto para 2027.


Leia também - Sem arrependimento, feminicida detalha assassinato da mulher na frente do filho

 

O histórico de execução penal revela ainda que o autuado fugiu do estabelecimento prisional em múltiplas ocasiões, tendo sido registradas fugas em 03/06/2014, 02/07/2016, 08/07/2016, 18/09/2016, 04/12/2017, 11/12/2017 e 30/07/2018, com sucessivas recapturas. Nas ocasiões, ele estava detido na Cadeia Pública de Alta Floresta em cumprimento aos processos que tramitam em Nova Monte Verde (968 km de Cuiabá).


Além destes, tramita um processo em Juara (709 km a Médio-Norte) que trata de estupro de vulnerável contra a sobrinha de 10 anos. O crime teria ocorrido em meados de 2023.


Consta ainda denúncia oferecida pelo Ministério Público perante a


Vara Única de Nova Monte Verde, sobre estupro contra uma criança de cinco anos. O crime teria ocorrido em fevereiro de 2026. Neste caso, a esposa Ana Claudia aparece como testemunha.


“O autuado, ao tempo dos fatos, encontrava-se em regime semiaberto, com livramento condicional deferido em 13/11/2020, e, ainda assim, praticou os gravíssimos crimes ora apurados, o que demonstra de forma cabal que a liberdade, ainda que condicionada, não foi suficiente para coibir a reiteração delitiva”, diz parte da decisão do dia 14 de junho.

 

O caso
O criminoso passou a noite bebendo e utilizando cocaína no Bar do Cobrinha, em Nova Bandeirantes. Por volta das 4h30, chegou em casa e encontrou a mulher com outro homem na cama. Ele pegou um facão e deu vários golpes na cabeça e rosto da vítima, causando sua morte.
“A violência empregada foi de extrema brutalidade, com golpes reiterados na região da cabeça da vítima, que se encontrava nua e em situação de total vulnerabilidade. Após o crime, o autuado não demonstrou qualquer arrependimento imediato ou tentativa de socorrer a vítima, mas agiu de forma fria e calculada: arrastou o corpo, jogou-o dentro de uma fossa no quintal para ocultar o cadáver, tomou banho, trocou a roupa do filho e fugiu de táxi para outro município”, diz documento que determinou a prisão preventiva.
O acompanhante da vítima conseguiu fugir.
Após a fuga, ele foi convencido por familiares que seria melhor se entregar e foi até a polícia, admitiu o crime e mostrou onde o corpo da vítima estava.

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