DEU EM A GAZETA 08.03.2026 | 06h57

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Reprodução
Filha de uma das lideranças mais cruéis do Comando Vermelho em Mato Grosso, Kauany Beatriz de Sá Silva conseguiu na Justiça o direito de cumprir prisão domiciliar. Ela é filha de Angélica Saraiva de Sá, conhecida como Angeliquinha, condenada a mais de 260 anos de prisão e que fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May em agosto do ano passado.
Kauany foi presa na última quinta-feira (5), durante a Operação Showdown, deflagrada pela Polícia Civil nos municípios de Alta Floresta e Nova Bandeirantes. Ela é investigada por participação em um esquema criminoso que envolve tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e divulgação de jogos de azar. A decisão que substituiu a prisão preventiva pela domiciliar foi assinada pelo juiz Anderson Clayton Dias Batista, da 5ª Vara Criminal de Sinop, e levou em consideração o fato de Kauany ser mãe de crianças menores de 12 anos.
Angeliquinha também era um dos alvos da operação, mas não foi localizada. Além da filha da criminosa, também foram presos o genro e o pai, Guilherme Laureth e Paulo Felizardo de Sá, respectivamente. No caso deles, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva.
Com a medida de prisão domiciliar, Kauany Beatriz deverá cumprir uma série de medidas cautelares impostas pela Justiça, entre elas: comparecer a todos os atos do processo, manter telefone e endereço atualizados, usar tornozeleira eletrônica e ter o passaporte suspenso.
De acordo com as investigações, a família está envolvida com crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, jogos de azar, entre outros na região norte do estado, comandada pela traficante foragida.
As investigações mostram que, no período de um ano e sete meses, o grupo familiar movimentou mais de R$ 20 milhões relacionados às atividades do tráfico, uma vez que os valores são totalmente incompatíveis com a renda declarada. Com mais de 40 mil seguidores nas redes sociais, Kauany Beatriz e o marido ostentam viagens internacionais, luxo e riqueza, com compras de imóveis, carros de luxo, compartilhando os detalhes de suas rotinas e a aquisições de bens.
O pai de Angeliquinha é responsável por gerenciar um garimpo, um bar e prostíbulo próximo à cidade de Nova Bandeirantes. O local também serviria de apoio para extorsões a garimpeiros e tráfico de drogas.
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